Bolsas sobem na Europa, mas futuros nos EUA caem com golpe em tecnologia

Ações de empresas de semicondutores como Nvidia e AMD reagem ante a possibilidade de os EUA aumentarem o bloqueio às exportações para a China

Estes são os eventos que orientam os investidores hoje
Por Bianca Ribeiro - Michelly Teixeira
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Barcelona, Espanha — Enquanto os temores de recessão nos Estados Unidos são afastados por dados macroeconômicos fortes, os investidores avaliam os efeitos de possível ampliação das restrições da Casa Branca à venda de tecnologia sensível para a China, que atinge gigantes do setor de chips. A atenção também se volta para os discursos dos principais banqueiros centrais do mundo em Portugal, incluindo o de Jerome Powell, do Federal Reserve (Fed).

Os futuros de índices dos Estados Unidos recuavam. As bolsas europeias exibiam alta e as ações do UBS subiam após o banco anunciar que pretende cortar mais da metade da força de trabalho do Credit Suisse.

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No mercado asiático, os índices também fecharam majoritariamente com ganhos, embora Shanghai tenha encerrado estável.

No mercado de dívida, o prêmio do título norte-americano para 10 anos recuava para 3,746% às 6h42 (horário de Brasília). No mercado de moedas, o dólar se apreciava, enquanto o euro e a libra se depreciavam.

Em outros mercados, os contratos de petróleo WTI recuavam, assim como o ouro e o bitcoin, que se ajusta após aproximar-se na véspera à máxima de um ano, atingida em 23 de junho de 2022 (US$ 31.411).

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→ O que move os mercados hoje

🇺🇸 Sem recessão (por enquanto). O presidente dos EUA Joe Biden acredita que o país evitará a recessão que vem sendo prevista por economistas e bancos. “Está chegando há 11 meses. Bem, adivinhem só: acho que não vai acontecer”, disse, citando indicadores recentes. Uma onda de indicadores macroeconômicos mostrou ontem que a economia dos EUA continua forte e resistente, embora não afastem de vez a chance de uma recessão em 2024.

Bloqueio tecnológico. As ações da Nvidia (NVDA) chegaram a cair quase 5% nas negociações prévias à abertura das bolsas dos EUA. A empresa, que lidera com a AMD (AMD) o mercado de chips para tecnologias de inteligência artificial, pode ser atingida por novas restrições a exportações de chips de IA para a China, segundo apurou o Wall Street Journal.

💸 Saídas continuam. O Credit Suisse apontou uma saída de US$6 bilhões de seus fundos de investimentos abertos e ETFs neste trimestre até 22 de junho, incluindo os fundos com mais de US$150 bilhões em ativos. Conter essas saídas tem sido uma prioridade para a liderança do credor adquirido pelo UBS (UBS).

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🛩️ Boeing na fronteira. Os EUA aprovaram a venda potencial de até 16 aeronaves de vigilância P-8 da Boeing (BA) para o Canadá, que somam até US$6 bilhões. O país obteria com isso as principais aeronaves de vigilância marítima e caça submarina da Marinha dos EUA. O acordo, não confirmado por Ottawa, depende de aprovação do Senado dos EUA.

🔋 Lítio e bateria. A Rio Tinto (RIO), segunda maior mineradora do mundo, começa a construir suas próprias baterias em Melbourne neste ano. O objetivo é testar diretamente os efeitos de suas matérias-primas, incluindo lítio e outros minerais, mas a empresa descarta a produção comercial de baterias.

🇨🇳 Lucros em baixa. Os lucros das empresas industriais na China caíram -18,8% no ano até maio, mostrando que a demanda continua fraca. O número reforça a expectativa por corte do juro de médio prazo para empréstimos de um ano para 2,6% no último trimestre do ano, redução de compulsório e estímulos a investimentos e consumo, como aponta pesquisa da Bloomberg com economistas.

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📱 Expansão nanotecnológica. A Samsung está tentando bater a TSMC e se defender do avanço da Intel (INTC)e investe no avanço do mercado de fundição de chips e processadores avançados. A empresa aposta em uma tecnologia de 2 nm (nanômetro) para peças de celulares até 2025, que melhora o desempenho em 12% e a eficiência de energia em 25% em relação à tecnologia atual, de 3 nm.

🧐 Caça aos talentos. A Vedanta Resources está em busca de talentos globais para construir e administrar uma fábrica de US$4 bilhões no oeste da Índia que produzirá painéis LCD e demandará até 3.500 empregados diretos. A iniciativa pode ser favorecida pelo governo indiano, que prometeu arcar com metade dos custos de instalação de fabricantes de semicondutores e telas no país.

Os mercados esta manhã

🟢 As bolsas ontem (27/06): Dow Jones Industrials (+0,63%), S&P 500 (+1,15%), Nasdaq Composite (+1,65%), Stoxx 600 (+0,05%), Ibovespa (-0,61%)

As bolsas dos EUA reduziram as perdas dos últimos pregões, com recuperação das ações de tecnologia e inteligência artificial (IA). Dados econômicos mais animadores também arrefeceram o temor de uma recessão no país ainda neste ano.

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Na agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

EUA: Estoques no Varejo e no Atacado/Mai, Balança Comercial/Mai, Pedidos de Hipotecas e Índice de Compras/MBA, Estoques de Petróleo Bruto

Europa: Zona do Euro (Empréstimos ao Setor Privado e Massa Monetária/Mai); Alemanha (Clima do Consumidor GfK/Jul); França (Confiança do Consumidor); Itália (IPC/Jun, IPP/Mai, Vendas da Indústria/Abr); Espanha (Vendas no Varejo/Mai)

Ásia: Japão (Vendas no Varejo/Mai, Compra de Títulos Estrangeiros, Investimentos Estrangeiros em Ações)

América Latina: Brasil (Fluxo Cambial Estrangeiro, Empréstimos Bancários/Mai, Índice de Evolução de Emprego-CAGED)

Bancos centrais: Discursos Jerome Powell (Fed), Christine Lagarde (BCE), Andrew Bailey (BoE), Kazuo Ueda (BoJ), Boletim Trimestral (BoE), Resultados do Teste de Estresse Bancário (Fed)

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

(Com informações da Bloomberg News)

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Bianca Ribeiro

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