Futuros dos EUA operam perto da estabilidade com aposta em acordo Irã-EUA

Estreito de Ormuz ainda parcialmente fechado impulsiona o petróleo Brent; investidores acompanham negociações entre Washington e Teerã, além de temporada de balanços e BCs

NO RADAR DOS MERCADOS

Bloomberg — Os futuros das ações dos EUA operam perto da estabilidade nesta segunda-feira (27), mas se mantêm próximas de uma máxima histórica, com o otimismo de investidores de que Estados Unidos e Irã podem fechar um acordo para restaurar os fluxos de petróleo no Oriente Médio.

Investidores também acompanham os resultados das big techs e as decisões de bancos centrais nesta semana.

PUBLICIDADE

O Brent subiu 2,5%, para cerca de US$ 108 por barril, com o Estreito de Ormuz ainda majoritariamente fechado após dois meses. Teerã sinalizou que aceitaria um acordo provisório para reabrir a via em troca do fim do bloqueio dos EUA a seus portos.

As bolsas globais começaram a semana próximas de recordes, com o S&P 500 subindo quase 10% no mês, impulsionado pelo rali de fabricantes de chips ligados à inteligência artificial e por uma temporada de resultados forte, apesar do impacto da guerra no Oriente Médio.

Uma das semanas mais movimentadas do ano terá balanços de gigantes como Alphabet, Microsoft, Amazon.com e Meta Platforms na quarta-feira, seguidas pela Apple na quinta. Juntas, representam cerca de um quarto do valor de mercado do S&P 500 e devem indicar se o rali é sustentável.

PUBLICIDADE

Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.

Na quarta-feira, o Federal Reserve divulga sua decisão de juros, enquanto autoridades do G7 também se reúnem, com investidores atentos a como os formuladores de política enfrentarão o risco inflacionário provocado pela guerra.

As ações europeias ficaram estáveis e a Ásia acompanhou os ganhos de Wall Street. Os títulos caíram globalmente com a alta do petróleo, elevando o rendimento dos Treasuries de 10 anos para 4,31%. O dólar recuou 0,3% e o ouro ficou praticamente inalterado.

PUBLICIDADE

Mesmo com um eventual acordo, analistas alertam que o petróleo não deve retornar aos níveis pré-guerra, com riscos de estagflação — impacto menor nos EUA, maior no sul da Ásia e intermediário na Europa.

Ações globais desta segunda-feira (27) de abril de 2026
🔘 As bolsas na sexta-feira (24/04): Dow Jones Industrials (-0,16%), S&P 500 (+0,80%), Nasdaq Composite (+1,63%), Stoxx 600 (-0,58%), Ibovespa (-0,33%)

Veja a seguir outros destaques desta manhã de segunda-feira (27 de abril):

- China bloqueia compra da Manus. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma bloqueou a compra de US$ 2 bilhões da startup Manus pela Meta, e citou regras e preocupações com transferência de tecnologia sensível aos EUA. A decisão foi tomada após investigação e às vésperas de encontro entre Trump e Xi Jinping.

PUBLICIDADE

- Segurança de Trump. Após o tiroteio no jantar de correspondentes no fim de semana, o presidente americano reforçou a necessidade de construir um salão de baile de US$ 400 milhões na Casa Branca por razões de segurança. No fim de março, um juiz federal suspendeu a construção do salão até que ele obtenha aprovação do Congresso.

- Novo patamar para o petróleo. O Goldman Sachs elevou suas projeções para o petróleo, com o Brent no patamar de US$ 90 por barril no 4º trimestre, impulsionado por quedas “extremas” nos estoques após o fechamento do Estreito de Ormuz. A guerra no Irã reduziu drasticamente a oferta global do combustível.

Assine a newsletter matinal Breakfast, uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque em negócios e finanças no Brasil e no mundo.

-- Com informações da Bloomberg News.

Veja mais em bloomberg.com

Leia também

Whirlpool vê salto de exportação à Argentina com fábrica em Rio Claro, afirma VP