A disputa dos bancos pela alta renda nos esportes

Também no Breakfast: A proposta da Raízen a credores para converter dívida em ações | O possível pedido de recuperação extrajudicial da Kora Saúde, segundo fontes | O sinal verde para a pílula para perda de peso da Eli Lilly, fabricante do Mounjaro

Bom dia! Este é o Breakfast, o seu primeiro gole de notícias
02 de Abril, 2026 | 07:07 AM

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Quando o jovem tenista João Fonseca ganhou ao lado do veterano Marcelo Melo no Rio Open o seu primeiro título de duplas em fevereiro, a primeira pessoa que encontrou ao se dirigir ao seu grupo próximo foi Guilherme Benchimol, o fundador e chairman da XP.

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A cena, aparentemente casual, resume um movimento crescente no mercado financeiro brasileiro.

Grandes instituições têm ido além dos patrocínios tradicionais a torneios e clubes e passaram a investir em atletas e eventos como ferramentas estratégicas de acesso a clientes alta renda - muitos do quais hoje são praticantes amadores, além de fãs.

A tendência acompanha uma mudança de hábitos no país que prioriza um estilo de vida mais saudável, o que tem levado a um crescimento na prática por esportes.

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Entre esses praticantes, está um perfil de cliente com quem a Av. Faria Lima têm muito interesse em dialogar - e ampliar as relações.

“O esporte virou uma plataforma muito eficiente de relacionamento, porque cria comunidade, pertencimento e experiências que são difíceis de replicar em outros ambientes”, afirma Ivan Martinho, professor de Marketing Esportivo na ESPM.

⇒ Leia a reportagem: Do ciclismo ao tênis: bancos ampliam a presença nos esportes na briga pela alta renda

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A XP patrocinou o Rio Open pela primeira vez. Na edição, João Fonseca, apoiado pela marca, ganhou título duplas ao lado de Marcelo Melo

No radar dos mercados

As ações globais operam em queda nesta quinta-feira (2), enquanto o petróleo volta a disparar, após o presidente dos EUA, Donald Trump, frustrar as expectativas de uma resolução rápida para a guerra no Oriente Médio.

- Guerra no Oriente Médio. Enquanto o presidente dos EUA prepara o terreno para uma saída da guerra contra o Irã, ele também ameaçou o país, em discurso na noite de quarta-feira (1), com novos ataques à infraestrutura caso não haja acordo. Teerã nega ter pedido cessar-fogo e mantém incertezas sobre as negociações.

- Incertezas com Labubu. As ações da Pop Mart recuaram mais de 30% nos últimos cinco dias, diante das dúvidas de investidores sobre a dependência da empresa em relação ao sucesso do personagem. Analistas apontam risco de um ciclo prolongado de baixa, com pressão sobre margens e revisões negativas de lucros.

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- Ouro sob pressão. O metal precioso chegou a cair mais de 4% nesta manhã após o discurso de Trump na véspera trazer pouca clareza sobre o fim da guerra com o Irã e sinalizar possível escalada militar. A aversão ao risco persistiu, com alta do dólar e do petróleo diante das incertezas em torno do Estreito de Ormuz.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

Ações globais nesta quinta-feira (2) de abril
🔘 As bolsas ontem (01/04): Dow Jones Industrials (+0,48%), S&P 500 (+0,72%), Nasdaq Composite (+1,16%), Stoxx 600 (+2,50%), Ibovespa (+0,26%)

LEIA + Siga a trilha dos mercados para conhecer as variáveis que orientaram os investidores →

🗓️ Agenda: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Raízen propõe converter dívida em ações, e credores assumiriam fatia, dizem fontes

Kora Saúde, controlada pela HIG, avalia pedir recuperação extrajudicial, dizem fontes

Braskem avalia proteção judicial contra credores após piora financeira, dizem fontes

• Também é importante: Cade abre investigação contra 99Food por supostas práticas abusivas de concorrência| De garagem a império de US$ 4 trilhões em tecnologia: a trajetória da Apple em 50 anos

• Opinião Bloomberg: Troca de guarda no espaço: gigantes da história são ultrapassadas por Musk e Bezos

• Para não ficar de fora: Adeus, injeções? Pílula para perda de peso da Eli Lilly obtém aprovação nos EUA

Essa foi uma amostra de Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.

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Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Editor sênior, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)