‘Gota d’água’: vice-presidente retira apoio a Gianni Infantino em meio a crise na Fifa

Sándor Csányi criticou a demissão do executivo Kevin Lamour por ter criticado os planos do presidente da entidade para operações comerciais envolvendo campeonatos de futebol

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Por Zoltan Simon - Giles Turner
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Bloomberg — Um membro de alto escalão do Conselho da Fifa retirou seu apoio a Gianni Infantino, citando a demissão do executivo Kevin Lamour como a “gota d’água”.

Em uma carta enviada ao presidente da Fifa, à qual a Bloomberg News teve acesso, Sándor Csányi também criticou o controverso plano de cisão das operações comerciais da Fifa em um acordo envolvendo o JPMorgan Chase, bem como o caráter excessivamente político da Copa do Mundo.

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Na segunda-feira, Lamour foi demitido do cargo de diretor de operações da Fifa, semanas após criticar os planos de venda de Infantino, segundo reportagem da Sky News. Um porta-voz da Fifa confirmou sua saída.

“O fato de sua demissão ter sido motivada por suas críticas à iniciativa acima mencionada — uma iniciativa que o próprio senhor acabou reconhecendo ter sido equivocada — aponta para sérias falhas no julgamento profissional, nos padrões éticos e na liderança”, afirmou Csányi na carta.


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A decisão é mais um golpe para Infantino, que vem sendo criticado tanto por suas próprias federações membros quanto por políticos. A UEFA, cujos membros abrigam as ligas de futebol mais ricas do mundo, está liderando a campanha para destituí-lo.

O órgão regulador europeu, que inclui cinco dos últimos seis vencedores da Copa do Mundo masculina, está considerando um boicote à Copa do Mundo e a outros torneios da Fifa caso Infantino permaneça como presidente.

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Csányi, que antes apoiava Infantino, é um dos oito vice-presidentes do Conselho da Fifa, o principal órgão decisório do futebol mundial entre as reuniões do Congresso da Fifa. O empresário bilionário húngaro é presidente da federação de futebol do país e integra o Conselho da Fifa desde 2017.

A próxima eleição presidencial da Fifa ocorrerá em março, e Infantino planeja concorrer a um terceiro mandato de quatro anos, o último que poderia exercer. O secretário-geral Mattias Grafström e membros da diretoria reafirmaram seu apoio à sua presidência após uma reunião de emergência no início deste mês.

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