Bloomberg — A febre da Copa do Mundo tem mantido trabalhadores americanos longe do trabalho presencial.
O comparecimento aos escritórios nos Estados Unidos caiu 26% em 7 de julho, um dia após a derrota da seleção americana para a Bélgica, segundo uma análise da plataforma de gestão de ambientes de trabalho e segurança Envoy.
A queda foi cerca de dez vezes maior do que a registrada no dia seguinte ao Super Bowl.
A Envoy, plataforma global de gestão de escritórios e locais de trabalho, apelidou a data de “Knockout Tuesday” (“Terça do Mata-Mata”).
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Embora muitas partidas tenham sido disputadas durante o horário comercial nos Estados Unidos, a frequência aos escritórios costumava cair no dia seguinte, já que muitas pessoas ficavam acordadas até mais tarde para comemorar ou lamentar o resultado, informou a plataforma.
A frequência aos escritórios também foi menor no próprio dia da partida, com presença 8,5% abaixo da média das segundas-feiras dos três meses anteriores, segundo a Envoy.
Ao longo da semana, os trabalhadores voltaram gradualmente aos escritórios, à medida que os jogos entre França e Marrocos e Espanha e Bélgica despertaram menos interesse entre os americanos.

Os dados reforçam a preocupação crescente de que o maior evento esportivo do mundo tenha reduzido a produtividade antes da final deste domingo (19) entre Argentina e Espanha.
No total, o torneio pode ter custado US$ 11,7 bilhões à economia dos Estados Unidos em perda de produtividade, segundo a fornecedora de softwares de recursos humanos UKG. Em escala global, esse impacto chega a US$ 17 bilhões.
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A empresa identificou que mais de um quarto dos trabalhadores americanos pretendia chegar mais tarde ao trabalho, sair mais cedo ou simplesmente faltar para acompanhar as 104 partidas da Copa do Mundo.
“Temos observado um número muito grande de pessoas faltando ao trabalho”, afirmou Sidney LeBlanc, analista de dados da Envoy.
Empregadores já conhecem os efeitos de grandes eventos culturais sobre a rotina de trabalho. A presença nos escritórios também recuou durante edições anteriores dos Jogos Olímpicos e na semana seguinte ao lançamento de Barbie e Oppenheimer, em 2023, segundo dados da Envoy.
Algumas empresas buscaram antecipar os impactos da Copa do Mundo sobre a rotina de trabalho.
Empregadores em cidades-sede, como JPMorgan Chase, Goldman Sachs e S&P Global, incentivaram funcionários a trabalhar remotamente nos dias de jogos para evitar congestionamentos e atrasos nos deslocamentos previstos.
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