Duelo de titãs encerra Copa do Mundo como sucesso econômico de Nova York

O primeiro jogo da região no torneio, entre Brasil e Marrocos, gerou a maior receita de comida e bebida do estádio de Nova Jersey para qualquer evento desde o Super Bowl de 2014

copa 2026
Por Kaitlyn Pohly
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Bloomberg — A Argentina de Lionel Messi enfrenta a Espanha na final da Copa do Mundo em Nova Jersey, em uma partida que encerra um torneio que bateu recordes de público e foi celebrado como uma grande vitória econômica para a região.

O presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente argentino Javier Milei, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, a presidente do México Claudia Sheinbaum e o primeiro-ministro do Canadá Mark Carney estarão entre as autoridades presentes, junto com 80 mil espectadores, para o confronto entre gigantes do futebol no MetLife Stadium.

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Outros 50 mil torcedores têm ingressos para uma transmissão gratuita em um telão no Great Lawn do Central Park, e a prefeitura de Nova York organizou mais de 100 exibições gratuitas espalhadas pelos cinco distritos da cidade.

A FIFA também preparou uma cerimônia de encerramento repleta de estrelas, além de um show de intervalo inédito para uma final, com Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS.


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As festividades ajudam a encerrar o que tem sido celebrado como um grande sucesso para a FIFA e para os países anfitriões — EUA, Canadá e México —, superando preocupações anteriores sobre preços de ingressos astronômicos e possíveis sobrecargas no transporte público.

Antes mesmo de a final ser disputada, o comitê organizador de Nova York e Nova Jersey já aponta um retorno substancial. Um estudo do comitê estima que apenas o período da fase de grupos gerou US$ 1,2 bilhão em impacto econômico direto, disse à Bloomberg o diretor-executivo do NYNJ Host Committee, Alex Lasry.

Para Gonzalo Perez, um argentino que mora no Panamá, que assistiu à sua primeira Copa do Mundo na Argentina em 1978 e viajou para torneios posteriores, o tamanho e o espetáculo distinguiram este evento dos anteriores.

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“Acho que os EUA têm o melhor do show business, o que você não encontra em outros países, na verdade”, disse ele.

De ônibus a hambúrgueres, a Copa do Mundo gerou dinheiro a taxas sem precedentes. Mais de 400 mil pessoas compareceram a cinco jogos consecutivos da fase de grupos com ingressos esgotados no MetLife, segundo o comitê organizador. O transporte oficial NYNJ Stadium Shuttle, que custa US$ 20, vendeu 69.179 bilhetes nesse período, gerando US$ 1,4 milhão.

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Transmissões da Copa do Mundo em NY

O primeiro jogo da região, entre Brasil e Marrocos, também gerou a maior receita de comida e bebida do estádio para qualquer evento desde o Super Bowl de 2014, disse Lasry.

“Os EUA têm estrutura e são especialistas em organizar grandes eventos”, acrescentou.

A FIFA até começou a vender pedaços do gramado do MetLife Stadium. A partir de US$ 450, a loja oficial do torneio informou aos clientes que seções do gramado, preservadas em resina, começarão a ser enviadas após o encerramento do campeonato. Por US$ 3.000, o cliente também recebe uma pequena réplica da taça da Copa do Mundo em cristal.

A iniciativa não caiu bem entre os políticos locais, no entanto. “A FIFA precisa sair do nosso gramado, literalmente”, disse na sexta-feira (17) o representante estadual de Nova Jersey Michael Inganamort, segundo a WRNJ Radio.

Embora os ingressos para os jogos deste ano tenham permanecido entre os mais caros da história para um evento esportivo, os preços caíram nos últimos dias.

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Desde 8 de julho, o menor preço pedido para a final caiu 33%, enquanto o estoque disponível aumentou 65%, segundo Alex Bird, editor de um blog do site Ticket-Compare.com, que agrega preços de mercados de revenda de futebol. Mais de 7 mil ingressos estavam listados conforme a final se aproximava.

Ainda assim, os assentos mais baratos disponíveis permaneciam entre aproximadamente US$ 5.000 e US$ 7.500, e o preço médio ficava em torno de US$ 12.500, segundo dados da SeatGeek. Para efeito de comparação, o preço médio de revenda de um ingresso do Super Bowl nos anos recentes tem ficado entre US$ 6.000 e US$ 10.000.

Embora os torcedores estejam gastando dinheiro, não viajaram em massa para os jogos, e não houve um salto significativo nas contratações por parte dos negócios locais.

Dados da CoStar divulgados durante o torneio mostraram que a ocupação dos hotéis de Nova York subiu 3% em relação ao ano anterior no jogo de estreia entre Brasil e Marrocos, antes de cair ligeiramente abaixo dos níveis do ano anterior nos dias de jogos locais seguintes.

As diárias médias e a receita por quarto disponível, porém, aumentaram quase 30% em média nos dias de jogo realizados no MetLife Stadium.

Na Fanatics Fest, um festival de esportes e games realizado nos últimos dias em Nova York, o diretor-executivo da Fanatics, Michael Rubin, argumentou que a Copa do Mundo não se limitou a vender ingressos e camisas, mas ajudou a reposicionar o futebol no mercado americano.

“A empolgação ao longo dos últimos mais de trinta dias foi nada menos que extraordinária”, disse Rubin. “Foi um impulso para o futebol que veio para ficar. Isso foi gigantesco para o futebol global nos EUA.”

Não está claro até que ponto a Copa do Mundo realmente ajudará a levar mais torcedores aos jogos da Major League Soccer, embora tenha havido relatos de um aumento na venda de artigos de futebol e de um salto nas inscrições para ligas amadoras na cidade de Nova York.

Em uma recepção da FIFA na sexta-feira em Nova York, Trump expressou surpresa com o impacto da Copa sobre os EUA.

“Eu disse: ‘Vocês estão loucos? Não somos um país de futebol’”, disse ele sobre a decisão de sediar o torneio. “No fim das contas, éramos um país de futebol sim.”

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