Bloomberg — A Nike gostaria que a Copa do Mundo tivesse terminado de outra forma.
A Espanha venceu a Argentina na final de domingo, com as duas seleções vestindo uniformes da Adidas. Ambas haviam derrotado equipes patrocinadas pela Nike — França e Inglaterra — nas semifinais.
Para uma empresa de artigos esportivos e tênis como a Nike, ver suas seleções ficarem fora da decisão significa perder a receita adicional gerada pelos torcedores que gastam com produtos oficiais.
Todas as camisas de Lionel Messi e Lamine Yamal vistas nos Estados Unidos e em outros países neste fim de semana representam receitas extras para a maior rival da Nike.
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“Sei que o desfecho não foi o que sonhávamos”, escreveu Camilo Andrade, vice-presidente e gerente-geral da Nike Football, em um memorando visto pela Bloomberg News após o fim do torneio. Mas ele também afirmou que “independentemente do placar e de quem levantou a taça, fizemos o nosso trabalho”.
A Nike, que passou por uma reorganização sob o comando do presidente Elliott Hill para reforçar o foco nos esportes, encarou a Copa do Mundo como uma grande oportunidade para ganhar espaço no futebol.
“Executamos o plano que queríamos; controlamos o que estava ao nosso alcance”, escreveu Andrade no memorando.
Ele também reconheceu que houve adversidades.
“Contra todas as probabilidades e diante de uma infinidade de desafios, esta equipe de futebol não apenas escreveu a maior história de recuperação, como também deu à Nike e ao mundo motivos para acreditar”, escreveu Andrade.
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As camisas da Nike receberam críticas antes do torneio por apresentarem enrugamento na região dos ombros. Atrasos na produção também fizeram com que parte dos produtos relacionados ao torneio não chegasse aos varejistas dentro do cronograma previsto pela empresa.
Andrade afirmou que a Nike tem “uma oportunidade extraordinária de liderar e se consolidar no futebol feminino”. A Copa do Mundo Feminina será realizada no Brasil no próximo ano.
A Nike forneceu os uniformes de diversas seleções na Copa do Mundo, entre elas Estados Unidos, Canadá e Noruega.
“Continuem avançando, continuem acreditando, continuem tentando. E a hegemonia virá”, escreveu Andrade.
Além do futebol, atletas patrocinados pela Adidas também acumularam uma série de conquistas nos últimos meses. Dois corredores da marca registraram tempos recordes na Maratona de Londres, rompendo a barreira das duas horas que a Nike também busca alcançar. Outro atleta, Josh Kerr, bateu o recorde mundial da milha masculina usando tênis da Brooks.
A Nike continua sob pressão para se recuperar de um período prolongado de crescimento das vendas abaixo do normal. A empresa melhorou seus resultados nos Estados Unidos e na categoria de corrida, mas segue enfrentando fraqueza persistente na China e em sua marca Converse.
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