Produção de petróleo da Venezuela cai 25% sob bloqueio dos EUA e pressiona Maduro

PDVSA iniciou o fechamento de poços em alguns campos porque está ficando sem espaço de armazenamento à medida que as forças dos EUA no Caribe limitam as exportações e a ameaça de ataques terrestres pressiona o regime local

Venezuela se está quedando sin espacio para almacenar crudo por restricciones a petroleros.
Por Bloomberg News
02 de Janeiro, 2026 | 09:29 AM

Bloomberg — A produção de petróleo da Venezuela em sua mais rica fonte de recursos financeiros está diminuindo, à medida que forças dos Estados Unidos no Caribe limitam as exportações e a ameaça de ataques terrestres eleva ainda mais a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro.

A produção de petróleo na Faixa do Orinoco caiu para 498.131 barris por dia em 29 de dezembro, queda de 25% em relação a duas semanas antes, de acordo com dados internos da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).

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A PDVSA iniciou o fechamento de poços de petróleo em alguns campos porque está ficando sem espaço de armazenamento e não consegue exportar com rapidez suficiente.

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A Faixa do Orinoco, que produz petróleo bruto extra pesado e pesado, tradicionalmente representa quase dois terços da produção total do país.

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A PDVSA, o Ministério do Petróleo da Venezuela e o Ministério da Informação do país não responderam de imediato aos pedidos de comentários.

Nas últimas semanas, o governo Trump tem interferido nos embarques de petróleo venezuelano ao abordarem e perseguirem petroleiros que tentam chegar aos portos do país.

A medida visa infligir um grande impacto financeiro, já que mais de 95% da receita do país depende das vendas do produto.

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Os EUA têm acusado Maduro de liderar uma organização terrorista estrangeira que facilita o tráfico de drogas, apesar das negativas do presidente venezuelano e do ceticismo de especialistas em crime organizado.

Na semana passada, Trump disse que os EUA haviam realizado um ataque por terra em uma instalação dentro da Venezuela, o que representaria uma escalada significativa por parte de Washington. Maduro não fez qualquer menção ao ataque, que, segundo a CNN, foi realizado por drones da CIA em um cais na costa venezuelana.

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Na quarta-feira, os EUA acrescentaram quatro petroleiros à sua lista de sanções relacionadas à Venezuela, juntamente com quatro entidades sediadas em Hong Kong e na China continental.

O movimento pode ser um sinal para Pequim de que deve se manter afastada do impasse entre o governo Trump e o regime de Maduro.

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