Bloomberg Línea — Universidades da Argentina, do Brasil, do Chile, do México e da Colômbia estão entre as melhores da América Latina, com destaque especial para as instituições públicas no ranking QS World University Rankings 2026.
A edição mais recente do ranking anual QS World University Rankings coloca o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, como a universidade número um do mundo pelo décimo quarto ano consecutivo, com a pontuação máxima de 100 pontos.
Depois do MIT, seguem na lista o Imperial College de Londres (Reino Unido), com 99,4 pontos, e a Universidade de Stanford (EUA), com 98,9.
Em seguida, vem um grupo formado pela Universidade de Oxford (Reino Unido), pela Universidade de Harvard (EUA), pela Universidade de Cambridge (Reino Unido) e pela ETH Zurich (Suíça).
⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.
A seguir, vêm a Universidade Nacional de Cingapura, o University College London (Reino Unido) e o Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA).
O QS World University Rankings leva em consideração mais de 1.500 instituições de 106 países e territórios do mundo.
A América Latina sofreu um recuo no QS World University Rankings 2026, já que apenas a Universidade de Buenos Aires conseguiu entrar no top 100 mundial, ocupando a 84ª posição global.
De fato, 50% das 137 universidades analisadas em 17 países da América Latina perderam posições, enquanto 40% conseguiram manter a mesma posição.
Leia mais: Brasil tem 11 cidades entre as mais ameaçadas por ondas de calor, segundo Oxford
Na América Latina, o país que conseguiu incluir mais universidades na lista é o Brasil (com 24), seguido pelo México (22) e pelo Chile (20).
A educação pública tem uma participação significativa entre as melhores instituições da América Latina.
Uma prova disso é que, das universidades que figuram no top 10 da América Latina, sete são públicas, incluindo a que ocupa a melhor posição.
Esta é a lista das 20 melhores universidades da América Latina e sua classificação global:
- 84 – Universidade de Buenos Aires (Argentina)
- 108 – Universidade de São Paulo (Brasil)
- 116 – Pontifícia Universidade Católica do Chile (Chile)
- 136 – Universidade Nacional Autônoma do México (México)
- 173 – Universidade do Chile (Chile)
- 187 – Tecnológico de Monterrey (México)
- 212 – Universidade dos Andes (Colômbia)
- 233 – Universidade Estadual de Campinas – Unicamp (Brasil)
- 259 – Universidade Nacional da Colômbia (Colômbia)
- 317 – Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil)
- 345 – Pontifícia Universidade Católica do Peru – PUCP (Peru)
- 371 – Universidade Pontifícia Javeriana (Colômbia)
- 450 – UNESP – Universidade Estadual Paulista (Brasil)
- 458 – Universidade Nacional de La Plata – UNLP (Argentina)
- 490 – Universidade de Santiago do Chile – USACH (Chile)
- 499 – Universidade da Costa Rica (Costa Rica)
- 517 – Pontifícia Universidade Católica Argentina (Argentina)
- 519 – Universidade Austral (Argentina)
- 571 – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Brasil)
- 578 – Universidade Adolfo Ibáñez (Chile).
Leia mais: Como estes ‘gurus de IA’ atraíram empresas de Wall St com aulas de até US$ 25.000
Desafios na educação
De acordo com um relatório recente do Banco Mundial, os sistemas educacionais da região “não estão necessariamente proporcionando habilidades úteis para o trabalho”.
Uma prova disso é que três em cada quatro jovens de 15 anos não possuem conhecimentos básicos de matemática e mais da metade não consegue ler adequadamente.
Como resultado desse fenômeno, 22,8% das empresas da região identificam uma força de trabalho com nível de escolaridade inadequado como uma limitação importante ou muito grave, um número superior à média global de 19%.
Na região, quase um em cada cinco jovens se enquadrava na categoria dos “nem-nem” (que não estudam nem trabalham) no ano passado, um número acima da média dos países de renda alta e média-alta.
Quanto à informalidade, verifica-se que, entre 2016 e 2024, as taxas diminuíram 2,3 pontos percentuais, atingindo 42,1% dos trabalhadores.
Por outro lado, cada vez mais jovens latino-americanos deixarão de lado os empregos tradicionais na agricultura e na indústria para migrar para setores como o de serviços, apesar de este se caracterizar por apresentar baixos níveis de produtividade no trabalho na região, concluiu um relatório da organização Ayuda en Acción e da Cepal.
Até 2030, “em um cenário realista”, mais de 1,2 milhão de jovens em 16 países da América Latina deixariam o setor agrícola e cerca de 640 mil deixariam o setor manufatureiro, enquanto mais de 1,8 milhão ingressariam no setor de serviços.
Com isso, mais de 60% dos jovens empregados estarão concentrados no setor de serviços públicos e empresas (34%) e no comércio (30%), enquanto apenas 8,2% estarão no setor agrícola e 7,4% na construção civil, afirma o Estudo Prospectivo sobre o Emprego Juvenil na América Latina: a educação e a formação profissional como eixo fundamental.
Leia também
Novo presidente do Citi Brasil, André Cury quer aumentar em 50% o negócio de equities









