IPCA-15 registra deflação de 0,40% em agosto, mais intensa que o esperado

Inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,24%, abaixo da projeção do mercado, e voltou à faixa de tolerância da meta do Banco Central

Queda dos preços em agosto ajudou a levar a inflação em 12 meses de volta à faixa de tolerância da meta
Por Andrew Rosati
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Bloomberg — A inflação anual do Brasil desacelerou para dentro da faixa de tolerância no início de agosto, o que indica aos membros do Comitê de Política Monetária mais margem de manobra enquanto avaliam se devem prolongar seu ciclo de flexibilização.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quarta-feira, mostrou que os preços ao consumidor subiram 4,24% em 12 meses, abaixo da previsão mediana de 4,33% de economistas consultados pela Bloomberg.

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Os preços caíram 0,4% no mês, uma deflação maior que a queda de 0,32% esperada pelo mercado. A meta de inflação do Brasil é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

(Fonte: Dados compilados pela Bloomberg)

A economia brasileira está se desacelerando gradualmente devido aos elevados custos de financiamento.

No entanto, com a temporada eleitoral em andamento e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliando os gastos sociais enquanto busca um quarto mandato nas eleições de outubro, a demanda permanece firme, enquanto os investidores se mostram cada vez mais apreensivos com as finanças públicas do Brasil.

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Essas pressões sobre os preços internos, combinadas com o aumento dos custos de energia causado pelo conflito no Oriente Médio, contribuíram para elevar a taxa de inflação anual nos últimos meses.

Leia também: Mercado subestima risco das eleições no Brasil, avalia Morgan Stanley

No início de agosto, o Banco Central reduziu a Selic, taxa de referência, para 14% — seu quarto corte consecutivo de um quarto de ponto —, mas deixou em aberto seu próximo passo. A próxima reunião de política monetária ocorrerá nos dias 15 e 16 de setembro.

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Tanto Lula quanto seu principal adversário, o senador de direita Flávio Bolsonaro, têm criticado os custos de financiamento extremamente elevados no Brasil. Lula tem pressionado o Banco Central a reduzir drasticamente a Selic, enquanto Bolsonaro aponta as altas taxas de juros como um sinal de que os gastos do governo estão fora de controle.

--Com a colaboração de Giovanna Serafim.

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