China vê preços da carne suína reagirem, mas demanda ainda limita recuperação

Os cortes de produção determinados por Pequim começam a reduzir a oferta e elevar os preços, mas a fraqueza da demanda indica que a recuperação tende a ser lenta

Pork China market
Por Hallie Gu
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Bloomberg — A campanha do governo chinês para elevar os preços da carne suína está finalmente ganhando força. No entanto, essa recuperação está enfrentando um obstáculo já conhecido: os consumidores ainda não estão comprando o suficiente.

Os cortes de capacidade determinados pelo Estado e as perdas financeiras entre os criadores estão começando a reduzir a oferta.

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Depois de atingir a menor cotação em 16 anos em junho, os preços da carne suína no atacado subiram quase 7% neste mês. Isso contribui para as prioridades do governo de combater a deflação e garantir a renda da população rural.

(Fonte: Ministro do Comércio)

Como um retrato da situação, o aumento de preços também é digno de nota porque o verão costuma ser uma época de baixa demanda.

No entanto, as tendências gerais de consumo não são favoráveis, sugerindo que a oferta ainda precisa diminuir e que qualquer recuperação provavelmente será gradual e lenta.

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“Os cortes na produção provavelmente continuarão, já que o rebanho atual ainda está acima da meta estabelecida pelo governo”, afirmou Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank.

“Os produtores estão perdendo dinheiro, portanto, a sobrevivência do mais apto continuará.”

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Pequim vem tentando controlar o número de suínos e conter a produção de carne suína há meses.

A avaliação mais recente do Ministério da Agricultura é de que a oferta de suínos continua abundante e a demanda ainda está fraca, de acordo com um comunicado divulgado na sexta-feira.


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A ferramenta mais importante do governo é um limite máximo para o rebanho nacional de porcas reprodutoras, o que, em última instância, determina a população suína.

Esse número foi reduzido de 39 milhões para 37,5 milhões de cabeças. No final de junho, o número de porcas ainda estava acima da meta, em 37,8 milhões.

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Ao mesmo tempo, os criadores de suínos estão sofrendo perdas financeiras. As perdas atingiram o pico em abril, mas eles ainda estão perdendo mais de 300 yuans (US$ 44) por cada suíno que criam.

A maior empresa do setor, a Muyuan Foods, espera registrar um prejuízo líquido de mais de 5,7 bilhões de yuans no primeiro semestre.

O excesso de oferta está se mostrando especialmente persistente, à medida que a desaceleração da economia refreia os gastos dos consumidores. Além disso, a reputação da carne suína como a carne preferida da nação está começando a se desgastar.

O consumo per capita continuou a diminuir, e a demanda das famílias apresentou apenas melhorias temporárias após quedas acentuadas nos preços, afirmou a consultoria chinesa Mysteel em um relatório.

Outras fontes de proteína, desde aves até carne de cordeiro e frutos do mar, estão conquistando participação de mercado. A demanda por serviços de alimentação para grandes grupos, de canteiros de obras a escolas, tem sido um fator particularmente negativo, afirmou a Mysteel.

--Com a colaboração de Dan Murtaugh.

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