O ASA, empresa de serviços financeiros do bilionário brasileiro Alberto Safra, planeja contratar 50 pessoas nos EUA este ano para atender clientes ricos americanos e latino-americanos.
O plano, parte da maior expansão internacional do ASA na área de gestão de fortunas, dobrará o número de funcionários da empresa em seus escritórios na Park Avenue, em Nova York, e na Brickell Avenue, em Miami.
“A ambição do ASA é criar uma estrutura e um negócio nos EUA independentes do Brasil”, disse Charles Ferraz, diretor de investimentos da empresa nos EUA, em entrevista à Bloomberg News.
Um aumento nas ofertas públicas iniciais de ações nos EUA criou novas oportunidades de investimento para americanos ricos, com o volume de IPOs mais que quintuplicando este ano, chegando a US$ 193 bilhões, segundo dados compilados pela Bloomberg. Esse é um dos motivos pelos quais o ASA está considerando abrir escritórios adicionais em cidades como Chicago, Boston e Los Angeles, disse Ferraz.
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Mosche Majeski, contratado no início deste ano para liderar o negócio de private banking nos EUA, está impulsionando a expansão do ASA na região.
Na América Latina, a estratégia é manter uma presença local não apenas no Brasil, mas também em várias outras nações — possivelmente começando pelo México e pelo Panamá —, disse Ferraz, acrescentando que os rumores de que a empresa pretenderia ter 300 funcionários fora do Brasil em cinco anos parecem conservadores. O quadro atual de funcionários soma cerca de 1.000 pessoas no Brasil e no exterior, um aumento em relação às mais de 500 pessoas em julho de 2025.
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Enquanto o ASA contrata executivos de alto nível, como Majeski e Antonio Gonzalez, que lidera o private banking da empresa na América Latina, no Brasil veteranos deixaram a empresa, incluindo Fabio Okumura, responsável pela gestora de fundos, e Fabiano Zimmermann, gestor dos fundos ASA Alpha. Okumura deixou o ASA pouco mais de um ano após a aquisição de sua empresa, a Gauss Capital, e da integração de sua equipe e produtos.
Alberto é filho de Joseph Safra, que construiu um conglomerado que o tornou o banqueiro mais rico do mundo na época de sua morte, em 2020, ano em que Alberto fundou o ASA.
Ele concordou em se desfazer de sua participação no J. Safra Group em 2024. Agora, sua empresa sediada em São Paulo compete não apenas com bancos e boutiques dos EUA, Brasil e América Latina que possuem negócios extensos atendendo aos ricos, mas também com parte de sua família, que continua a operar o J. Safra Group.
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O J. Safra Group possui cerca de US$ 590 bilhões em ativos sob gestão, de acordo com um relatório do conglomerado financeiro divulgado em março.
A estrutura do ASA nos EUA foi originalmente projetada para administrar os próprios ativos de Alberto Safra, disse Gonzales. “Agora podemos oferecer a um cliente com alguns milhões de dólares para investir o mesmo nível de infraestrutura que um bilionário usa para fazer um investimento”, disse ele, acrescentando que o público-alvo seriam clientes com cerca de US$ 5 milhões investidos na empresa.
Com 32 escritórios no total, o ASA possui R$ 27,8 bilhões em ativos sob gestão no Brasil. A empresa não informa quantos ativos sob gestão tem fora do Brasil.
A fortuna da família Safra remonta ao Império Otomano. Vicky Safra, de 74 anos, é viúva de Joseph, que faleceu aos 82 anos e foi um dos herdeiros de um império bancário iniciado em meados do século XIX em Aleppo, na Síria. Vicky, mãe de Alberto, e sua família possuem uma fortuna de aproximadamente US$ 26,7 bilhões, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg.
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