Bloomberg Línea — Apenas dois países da América Latina conseguiram figurar entre as 50 nações com os passaportes mais poderosos do mundo, em um ranking que avalia a facilidade com que seus cidadãos podem viajar sem vistos ou com trâmites simplificados para outros destinos.
O Chile ficou em primeiro lugar na América Latina e alcançou a 46ª posição no ranking mundial, com 83,07 pontos em um total de 100, no Índice Global de Passaportes de 2026, elaborado pela empresa Global Citizen Solutions.
O passaporte chileno permite a entrada sem visto em 105 países.
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Os titulares de passaportes chilenos têm acesso a países como os Estados Unidos, a Alemanha, a França, a China e o Japão.
Segundo explica a Global Citizen Solutions, sua posição se deve à solidez de seus fundamentos econômicos em geral, mais do que a um indicador específico.
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Na América Latina, depois do Chile, o Brasil ocupa a 49ª posição no ranking mundial, com 82,4 pontos.
O passaporte brasileiro permite a entrada sem visto em 108 países.
Fora do top 50 estão a Argentina (52º), com acesso a 102 países sem visto, e o Uruguai (53º), que permite a entrada em 97 países.
O Brasil, a Argentina e o Uruguai possuem “passaportes considerados bons segundo os padrões globais”, uma vez que “oferecem ampla liberdade de viagem sem visto e uma qualidade de vida razoável”, de acordo com os autores do relatório.
“O que lhes falta é algum traço distintivo que os eleve à elite. Tanto o Brasil quanto a Argentina apresentam bons índices de mobilidade, próximos a 90, mas seus níveis de renda e investimento os mantêm presos à média global”, explicam os autores.
Em seguida, na região, vêm a Costa Rica (57º lugar no ranking mundial), o México (61º), o Panamá (64º), o Peru e o Paraguai (ambos na 67ª posição).
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Mais abaixo estão países da região como a Colômbia (79º), El Salvador (83º), Guatemala (85º), Honduras (89º), Nicarágua (93º) e Guiana e Venezuela (que compartilham a 98ª posição).
Na retaguarda e fora do top 100 estão o Equador e o Suriname (113º), a República Dominicana (115º), a Bolívia (116º) e Cuba (143º).
No caso de Cuba, seu passaporte permite o acesso sem visto apenas a 26 países.
De fato, os titulares de passaportes cubanos precisam de visto para entrar em cerca de 100 destinos, como o Reino Unido, a Alemanha, a França, a China, o Japão, a Austrália e Andorra.
Países da América Latina no ranking dos passaportes mais poderosos do mundo em 2026
- 46º. Chile
- 49º. Brasil
- 52º. Argentina
- 53º. Uruguai
- 57º. Costa Rica
- 61º. México
- 64º. Panamá
- 67º. Peru
- 67º. Paraguai
- 79º. Colômbia
- 83º. El Salvador
- 85º. Guatemala
- 89º. Honduras
- 93º. Nicarágua
- 98º. Venezuela
- 98º. Guiana
- 113º. Equador
- 113º. Suriname
- 115º. República Dominicana
- 116º. Bolívia
- 143º. Cuba
- 182º. Haiti
Na América, aponta o relatório, os Estados Unidos e o Canadá lideram graças à combinação de mobilidade internacional, solidez econômica e qualidade institucional.
Em contrapartida, vários países do Caribe se destacam por oferecer passaportes competitivos por meio de programas de investimento, o que demonstra que uma estratégia para atrair capital estrangeiro também pode valorizar um passaporte.
Os passaportes mais poderosos do mundo
A Global Citizen Solutions destaca que nove dos dez passaportes mais poderosos do mundo são europeus.
Os países líderes são nações pequenas, com alto nível de confiança e grande mobilidade, que obtêm pontuações consistentes em todos os pilares avaliados pelo índice.
“É a abrangência e a confiabilidade, e não o poder bruto, que definem um passaporte de elite”, afirma o documento.
A lista europeia mostra uma disputa muito acirrada.
A diferença entre a Suécia, líder com 96,05 pontos, e a França, décima colocada com 92,39, é de menos de quatro pontos.
Estes são os passaportes mais poderosos do mundo em 2026:
- 1. Suécia
- 2. Suíça
- 3. Finlândia
- 4. Alemanha
- 5. Dinamarca (empatada)
- 5. Países Baixos
- 7. Irlanda
- 8. Reino Unido
- 9. Noruega
- 10. Cingapura
Fatores analisados
O relatório classifica os passaportes de 199 países com base em três critérios.
Analisa a dimensão d mobilidade internacional, medida pelo número de destinos para os quais é possível viajar sem visto e pela liberdade de viagem.
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Também leva em conta a atratividade para investimentos, que considera fatores como o ambiente tributário, a capacidade de inovação e a competitividade econômica.
E a qualidade de vida, avaliada por meio de indicadores como segurança, educação, assistência médica e bem-estar geral.
“O Índice nos lembra que o valor de um passaporte não reside apenas no número de fronteiras que ele abre, mas na liberdade, na estabilidade e nas oportunidades que oferece aos seus cidadãos”, afirmam os autores no site.
“Em um mundo marcado por rápidas mudanças geopolíticas e econômicas, esses aspectos tornaram-se fundamentais para a resiliência e a liberdade no setor de seguros”, explicam.
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