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Sob pressão de Trump, BofA elimina metas de diversidade em novo recuo em Wall St

Banco se junta ao movimento de outras instituições financeiras na revisão de programas de diversidade e inclusão; empresas citam mudanças legais sob o governo Trump

Agência do Bank of America em Nova York: banco não terá mais metas “aspiracionais” para diversidade e inclusão, que foram referenciadas em registros regulatórios anteriores (Foto: Michael Nagle/Bloomberg)
Por Katherine Doherty
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Bloomberg — O Bank of America (BofA) revogou suas metas de representação no ambiente de trabalho e substituindo referências à diversidade, juntando-se ao movimento de outras instituições financeiras que citam mudanças legais sob o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O banco não terá mais metas “aspiracionais” para diversidade e inclusão, que foram referenciadas em registros regulatórios anteriores, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto ouvida pela Bloomberg News.

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Na terça-feira, um relatório anual do banco adicionou uma nova linguagem sobre a criação de um “ambiente inclusivo” e trocou várias referências à palavra “diversidade”, substituindo-as por “talento” e “oportunidade”.

“Avaliamos e ajustamos nossos programas à luz de novas leis, decisões judiciais e, mais recentemente, ordens executivas da nova administração”, disse um representante do Bank of America em um comunicado por e-mail.

“Nosso objetivo tem sido e continua sendo disponibilizar oportunidades para todos os nossos clientes, acionistas, colaboradores e as comunidades que atendemos.”

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A mudança acompanha ações semelhantes de outras empresas de Wall Street que recentemente reduziram as iniciativas de diversidade na esteira de pressões políticas e legais.

Na semana passada, o Citigroup (C) disse que não terá mais “metas de representação aspiracionais”, exceto conforme exigido pela lei local, e abandonará uma política de diversidade na seleção de candidatos e painéis de entrevistas.

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Assim como o Citigroup, o Bank of America (BAC) trabalha com o governo dos EUA. A ordem executiva de Donald Trump proíbe esforços de diversidade em empresas contratadas pelo governo federal dos setores bancários e outros.

O banco sediado em Charlotte, no estado da Carolina do Norte, também está em processo de mudar o nome de um grupo interno de recursos humanos para “oportunidade e inclusão”, antes chamado de “diversidade e inclusão”, disse a fonte.

O banco também abandonará uma prática de usar “listas diversas” de candidatos em processos seletivos e painéis de entrevistas, de acordo com a fonte.

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Mais cedo na terça-feira, o CEO do Bank of America, Brian Moynihan, destacou o que ele chamou de inclusão na empresa. “Sempre fomos um banco de oportunidades”, disse Moynihan no Economic Club de Washington DC.

A empresa contrata funcionários de diferentes escolas e áreas, incluindo bairros de baixa e média renda por meio de programas direcionados, segundo ele. Temos uma equipe diversificada, enfatizamos a inclusão. Então, quando você está na nossa empresa, você pode ser quem você quer ser e ter sucesso”, afirmou Moynihan.

A companhia também tem grupos de apoio para funcionários, com cerca de 60% dos trabalhadores participando deles de alguma forma, de acordo com Moynihan. “Eles são abertos a todos”, acrescentou o CEO.

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