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Augusto Cury, terceiro colocado, evita apoiar Lula ou Flávio no segundo turno

Em carta divulgada após o primeiro turno, candidato do Avante cumprimentou os dois finalistas sem citá-los; em entrevista, afirmou que ninguém está autorizado a falar em seu nome sobre apoio na disputa de 25 de outubro

Augusto Cury
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Bloomberg Línea — Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno da eleição presidencial, evitou declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, após a votação de domingo (4).

Em carta divulgada ainda na noite de domingo, o escritor e psiquiatra cumprimentou os dois finalistas sem citá-los pelo nome.

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“E, por fim, cumprimento os dois candidatos que conquistaram, nas urnas, o direito de disputar o segundo turno”, escreveu Cury.

Na parte final do documento, ele se dirigiu ao vencedor da eleição sem indicar preferência.

“Quem ganhar, torço para que governe pensando em um Brasil de esperança. Que considere as ideias e os projetos que apresentamos para construir um país mais justo”, afirmou.

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Cury terminou a disputa com 2,89% dos votos válidos, ou 3.448.569 votos, com 100% das urnas apuradas, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Flávio teve 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões de votos), e Lula, 45,16% (53,9 milhões).

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Com a diferença de cerca de 2,3 milhões de votos entre os dois, o eleitorado de Cury passou a ser disputado pelas duas campanhas.

Renan Santos (Missão) ficou em quarto, com 2,24% (2,67 milhões de votos), e Ronaldo Caiado (PSD), em quinto, com 2,18% (2,6 milhões).

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Em entrevista coletiva em Ribeirão Preto (SP), também na noite de domingo, Cury afirmou que não vai se manifestar sobre o segundo turno e que nem ele nem o candidato a vice na chapa, Júlio Delgado (Podemos), autorizaram terceiros a declarar apoio em seu nome.

Ninguém está autorizado “em meu nome e nem em nome do Júlio” a pedir apoio ou anunciar apoio a qualquer um dos candidatos, disse, segundo o portal G1.

Críticas à polarização

A carta retoma o discurso de rejeição à polarização que marcou a campanha. Cury citou o lulismo e o bolsonarismo como exemplos de personalismo na política latino-americana. “No Brasil, temos o lulismo e o bolsonarismo, como se uma nação de mais de 210 milhões de pessoas pudesse caber dentro do sobrenome de um líder”, escreveu.

“Sonho com um Brasil em que direita, centro e esquerda possam sentar-se à mesma mesa”, afirmou em outro trecho. “Quero pacificar este país.”

O candidato também reapresentou na carta propostas do plano de governo. Entre elas estão o fim da reeleição presidencial, mandato de oito anos para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e a adoção do semipresidencialismo, com um primeiro-ministro responsável pela gestão cotidiana do país e sujeito ao controle do Congresso.

Na economia, Cury defendeu responsabilidade fiscal para reduzir a taxa de juros a 5% ou 6% em um a dois anos e a divisão do BNDES em dois, com a criação de um banco voltado a pequenas e microempresas para financiar de 10 milhões a 15 milhões de empresas.

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