Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
A indústria brasileira de fundos de ações teve um ano de inflexão em 2023, com a retomada das captações líquidas (aportes menos resgates) positivas nos quatro meses finais, na esteira do início do ciclo de queda dos juros.
Foi também um ano em que alguns fundos puderam aproveitar oportunidades de compra de ações com preços descontados para montar safras que vão render resultados nos próximos anos, disse Florian Bartunek, sócio-fundador e CIO da Constellation Asset Management, à Bloomberg Línea.
“Essa safra, resultado de compras feitas em 2023, vai gerar um retorno muito bom nos próximos três anos. A economia brasileira é volátil, mas cresce. Quando há momentos de juro alto e bolsa barata, você constrói as melhores safras”, disse Bartunek no fim do ano.
⇒ Leia mais: Fundos que montaram boas safras na crise vão entregar retorno, diz Bartunek

No radar dos mercados
Os mercados buscam um equilíbrio após lideranças dos principais bancos centrais mundiais indicarem um consenso sobre o momento e a magnitude dos cortes nas taxas de juros.
☀️ Dia de sol para as tech. A Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC), principal fabricante de chips para a Apple e a Nvidia, espera voltar a crescer de maneira sólida: projetou uma receita ao menos 8% maior, de até US$ 18,8 bilhões no trimestre findo em março. E está orçando até US$ 32 bilhões em despesas de capital, acima dos US$ 30 bilhões de 2023.
✈️ No front corporativo. Boa notícia para a Boeing em meio a uma forte turbulência em sua confiança: a fabricante de aviões norte-americana recebeu da mais nova companhia aérea da Índia, a Akasa Air, um pedido de 150 jatos Max, em uma rara notícia positiva desde que uma peça de fuselagem se soltou de um voo da Alaska Airlines há quase duas semanas.
✂️ Cortes gerenciais. A Bayer apresentou planos para mudanças radicais, incluindo cortes significativos de empregos em seus níveis gerenciais, à medida que o novo CEO, Bill Anderson, tenta reavivar a empresa em crise. As demissões começam nos próximos meses e devem terminar em 2025, segundo a companhia químico-farmacêutica.
💍 Virada do luxo. A Richemont, dona da Cartier, reportou vendas mais altas (+8% no 4T23) durante a temporada de compras de fim de ano. A demanda mais forte do que o esperado por suas joias na China e nos EUA contrariou a tendência de desaceleração do setor de luxo. As ações chegaram a superar os 9% de alta esta manhã, o maior ganho intradia em mais de um ano.
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🔘 As bolsas ontem (17/01): Dow Jones Industrials (-0,25%), S&P 500 (-0,56%), Nasdaq Composite (-0,59%), Stoxx 600 (-1,13%), Ibovespa (-0,60%)
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Destaques da Bloomberg Línea:
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