Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!
O CEO da Exxon Mobil, Darren Woods, está prestes a seguir os passos de seus dois antecessores com uma mega aquisição que definirá sua carreira e que, para o bem ou para o mal, provavelmente transformará a gigante do petróleo.
As negociações da Exxon para comprar a Pioneer Natural Resources, uma rival dos Estados Unidos com um valor de mercado de US$ 55 bilhões, representam uma aposta estratégica fundamentada na crença de Woods de que o petróleo e o gás serão centrais para a matriz energética mundial nas próximas décadas, independentemente do caminho que a transição para um futuro com menos carbono seguir.
Mas a aposta vem com riscos. O negócio formaria uma gigante de energia focada em xisto, produzindo quase 4,5 milhões de barris equivalentes de petróleo por dia — 50% a mais do que a próxima maior supermajor — em um momento em que o mundo ainda busca formas de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A fusão também pode levantar preocupações antitruste.
⇒ Leia mais: Exxon: aquisição potencial de empresa de xisto de US$ 55 bi é recado para o setor
No Radar
A tensão nos mercados ontem foi amenizada por membros do Federal Reserve (Fed), e os efeitos parecem ecoar na sessão de hoje. Mas o vaivém dos mercados também dependerá do desenlace do conflito entre Israel e o grupo militante Hamas, que entrou em seu quarto dia e já provocou 1.500 mortes.
🕊️ Um tom mais ameno. O vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, disse ontem que os responsáveis pelas decisões de política monetária poderiam “proceder com cuidado” após o recente aumento nos prêmios de risco do Tesouro. Já a dirigente do Fed de Dallas, Lorie Logan, afirmou que a alta das taxas de longo prazo pode significar uma menor necessidade de novos apertos. Hoje, estão previstos discursos de outros membros do Fed, o que pode ajudar os investidores a compor o cenário para o custo do dinheiro.
🍷 Da água para o vinho. Este discurso mais brando de membros do Fed mudou totalmente o apetite do mercado por risco. No final da semana passada, ante um inesperado aumento do emprego nos EUA em setembro, as apostas eram no sentido de novas altas dos juros. A narrativa mudou, pelo menos por ora.
🫠 A persistência da inflação. O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou sua previsão de inflação global para o próximo ano e pediu aos bancos centrais que mantenham as políticas rígidas até que haja uma diminuição duradoura das pressões sobre os preços. O FMI subiu para 5,8% sua projeção para o ritmo de alta dos preços ao consumidor em todo o mundo no próximo ano, frente aos 5,2% projetados há três meses. O pedido de vigilância no relatório World Economic Outlook, divulgado hoje (10), ocorre no momento em que o FMI também reduz a previsão de crescimento econômico para 2024.
🪖 Novo risco ao mercado. Mas nem só de microeconomia vive o mercado. A geopolítica joga um papel relevante e todos estarão atentos ao desenrolar dos fatos no Oriente Médio depois do ataque do Hamas a Israel. O Financial Times informou que um importante general dos EUA advertiu o Irã a “não se envolver” no conflito, que ocorre em um momento de moderação do crescimento econômico global e dificuldades de controle da inflação.
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🟢 As bolsas ontem (09/10): Dow Jones Industrials (+0,59%), S&P 500 (+0,63%), Nasdaq Composite (+0,39%), Stoxx 600 (-0,26%), Ibovespa (+0,86%)
Apesar da tensão pelo conflito em Israel, os mercados acionários se fortaleceram graças às declarações de duas autoridades do Fed, que reforçaram as apostas de que o banco central se absterá de aumentar as taxas este ano. Os preços do petróleo subiram com força após o ataque do Hamas a Israel, aumentando os temores de um conflito mais amplo. O WTI para novembro terminou em US$ 86,38 por barril em Nova York, enquanto o Brent para dezembro fechou cotado a US$ 88,30.
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Agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: Reuniões do FMI; Otimismo entre Pequenas Empresas NFIB/Set; Índice Redbook/Anual; Vendas e Estoques no Atacado/Ago; Expectativas de Inflação ao Consumidor)
• Europa: Portugal (Balança Comercial/Ago); Reino Unido (Produtividade de Mão de Obra/2T23)
• Ásia: Japão (Índice Economy Watchers/Set)
• Bancos centrais: Ata da Reunião do BoE; Pronunciamentos de Burkhard Balz (Bundesbank), Neel Kashkari, Raphael Bostic, Mary Daly e Christopher Waller (Fed) e de Christine Lagarde (presidente do BCE)
🗓️ Os eventos de destaque na semana →
Destaques da Bloomberg Línea:
• Chance de conflito com o Irã vira o maior temor de investidores em emergentes
• Kaszek vê oportunidade em startups de LatAm após captar US$ 1 bi
• Verde reduz bolsa e monta posição em juros com ‘restrições globais mais fortes’
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