Ibovespa tem terceira queda seguida, com mercado em ritmo de espera

Alta das ações da Petrobras impediu desvalorização mais expressiva do índice da bolsa brasileira, que caiu 0,62%; dólar à vista fechou com recuo de 0,22% a R$ 4,767

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Bloomberg Línea — O índice Ibovespa (IBOV) fechou em queda de 0,62% nesta segunda-feira (26), aos 118.242 pontos. Foi o terceiro pregão seguido no vermelho, levando o índice a se distanciar dos 120 mil pontos.

A queda desta segunda ocorreu depois de o índice registrar nove semanas seguidas de alta no fechamento de sexta-feira. O dólar à vista fechou com queda 0,22%, a R$ 4,767.

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Dentro do Ibovespa, poucas ações fecharam no azul, com destaque para as da Petrobras (PETR4;PETR3), que subiram e impediu uma queda mais expressiva do índice. No começo da tarde, o Ibovespa chegou a cair mais de 1%.

As ações preferenciais da Petrobras subiram 2,29%, a R$ 30,85, acompanhando uma pequena alta no preço do petróleo e a notícia de que a empresa irá emitir US$ 1,25 bilhão em bonds no mercado internacional com taxa de 6,625%.

O petróleo brent para setembro teve alta de 0,46%, a US$ 74,35 por barril. E o WTI para agosto subiu 0,30%, a US$ 69,37. A alta é atribuída à turbulência política na Rússia, um dos maiores exportadores mundiais, que neste fim de semana assistiu à insurgência do grupo de mercenários Wagner.

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Com a agenda da semana cheia de eventos e indicadores (IPCA-15, ata do Copom, reunião do CMN e taxa de desemprego), a avaliação é de que o mercado operou esta segunda-feira em compasso de espera. O volume de negócios no pregão foi de R$ 19,198 bilhões, abaixo da média.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o rali das ações continua esfriando, o que também contribuiu para o tom negativo na bolsa brasileira. O índice S&P 500 fechou com queda de 0,44%, aos 4.329 pontos, o Nasdaq em baixa de 1,16%, aos 13.335 pontos, e o Dow Jones com baixa de 0,03%, aos 33.716 pontos.

A preocupação do mercado é de que o país precise realmente de mais juros para debelar a inflação.

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