Cinco coisas que você precisa saber para começar esta sexta-feira

Investidores continuam a reagir às decisões sobre aperto monetário nesta sexta-feira (23), e buscam sinais que possam indicar futuras pausas

Secretária do Tesouro dos EUA vê menor risco de recessão no país
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Bloomberg Línea — Os investidores continuam a reagir nesta sexta-feira (23) às decisões sobre as taxas de juros de países como Brasil e Inglaterra tomadas nesta semana, e seguem monitorando quaisquer sinais que possam indicar futuros arrefecimentos no aperto monetário.

Nos Estados Unidos, a secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse que vê uma diminuição do risco de o país entrar em uma recessão e sugeriu que uma desaceleração nos gastos do consumidor pode ser o preço a ser pago ao encerrar a campanha para conter a inflação.

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No entanto, Yellen não descartou totalmente o risco de uma recessão, dada a possibilidade de mais altas de juros por parte do Federal Reserve (Fed). E essa possibilidade pode não estar tão distante assim. Isso porque o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que os EUA podem precisar de mais um ou dois aumentos de juros em 2023.

Na zona do euro, dados divulgados mais cedo mostraram que a atividade econômica quase parou em junho, sinalizando o fim da recuperação que o bloco vinha demonstrando.

Confira a seguir cinco destaques desta sexta-feira (23):

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1. Yellen vê baixo risco de recessão

Na avaliação da secretária do Tesouro, Janet Yellen, as chances de uma recessão acontecer diminuíram, “por conta da resiliência do mercado de trabalho, e a inflação está caindo”.

“Não vou dizer que não é um risco, porque o Fed está apertando a política”, disse ela em entrevista à Bloomberg News na quinta-feira (22), mencionando os 10 aumentos de juros do Federal Reserve desde março de 2022, com novas altas à vista.

A última avaliação de Yellen sobre a economia dos EUA segue um relatório de emprego de maio que mostrou ganhos de emprego superando as previsões de todos os economistas. A construção de residências e as vendas no varejo do mês passado também mostraram uma resiliência surpreendente diante do aperto monetário agressivo do Fed.

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2. Atividade econômica fraca na zona do euro

O ímpeto econômico na zona do euro quase parou em junho, sinalizando o fim de uma recuperação recente do bloco.

Um índice de gerentes de compras compilado pela S&P Global e publicado nesta sexta (23) mostrou uma queda ao menor patamar em cinco meses, para 50,3. O resultado veio abaixo das estimativas dos analistas de um ligeiro declínio para 52,5.

A crise foi liderada pela França, que foi atingida por greves, embora as fábricas da Alemanha também tenham desempenhado um papel importante.

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Embora os 20 países da zona do euro possam ter feito apenas o suficiente para sair da leve recessão vista entre outubro e março, a S&P alertou que aumentam as chances de que esse mal-estar se estenda até o próximo trimestre — particularmente porque o Banco Central Europeu (BCE) continua aumentando os juros.

3. Mercados

O sentimento é de aversão ao risco nesta sexta, com os índices globais de ações em queda diante de uma guinada dos bancos centrais em direção a taxas de juros mais altas. Dados fracos da atividade na zona do euro também aumentam a ansiedade de que a política agressiva do banco central levará as economias à recessão.

As ações globais caminham para sua maior queda semanal em mais de três meses. As ações europeias também cedem, com uma queda recorde de 36% nas ações da Siemens após um alerta de lucro pesando sobre o mercado.

4. Manchetes dos principais jornais

Estadão: Reforma tributária prevê cashback, fundo de R$ 40 bilhões para Estados e fusão de impostos

Folha de S. Paulo: Emendas para ministros irritam Congresso, e Planalto pede que repasses sejam desfeitos

O Globo: Bolsonaro inelegível: Moraes enquadra ministros para que não travem julgamento no TSE

Valor Econômico: Inadimplente busca crédito para pagar dívidas vencidas

5. Agenda

Nos Estados Unidos, às 9h, no horário de Brasília, acontece o discurso de Raphael Bostic, do Fomc. Às 10h45, são publicados o PMI Industrial, Composto S&P Global e do setor de serviços. Às 14h, é divulgada a contagem de sondas Baker Hughes. Às 14h40, Loretta Mester, do Fomc, discursa. Mais tarde, às 17h30, são publicadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC referentes ao petróleo, ouro, Nasdaq e S&P 500.

No Brasil, no mesmo horário, são publicadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC referentes ao real.

Na zona do euro, a agenda começa às 9h45, com o pronunciamento de Fabio Panetta, do BCE. Também às 17h30, são divulgadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC referentes ao euro.

-- Com informações da Bloomberg News.

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