Bloomberg Línea — Nesta quarta-feira (21), todos os olhos se voltam para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) sobre a Selic. A expectativa é de que a taxa de juros seja mantida em 13,75% ao ano.
Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, entregará o relatório de política monetária à Câmara americana referente à decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) da semana passada.
Na Europa, os juros também continuam no centro das discussões, com os traders apostando que o Banco da Inglaterra (BOE, na sigla em inglês) terá que acelerar o ritmo de aumento das taxas para controlar as pressões inflacionárias que assolam a economia.
Na quinta-feira (22), o BOE deve aumentar as taxas em 0,25 ponto percentual, para 4,75%. O risco de um aumento maior, de meio ponto, está crescendo e agora está totalmente precificado em agosto.
A tensão geopolítica entre Estados Unidos e China continua firme e forte. A China, por exemplo, disse que o presidente dos EUA, Joe Biden, fez uma “provocação política pública” ao se referir a seu colega chinês, Xi Jinping, como um “ditador”.
Confira a seguir cinco destaques desta quarta-feira (21):
1. Decisão do Copom
O mercado espera que o Copom mantenha a Selic em 13,75% nesta quarta e adote um tom mais brando diante da queda recente da inflação e do recuo do dólar para o patamar de R$ 4,80, após a melhora da perspectiva do Brasil pela S&P, segundo analistas.
A curva de juros ampliou a aposta em uma antecipação do alívio monetário nos últimos dias, com um corte de 0,25 ponto percentual em agosto já totalmente precificado.
A expectativa da maioria dos economistas é que o comunicado retire a expressão de que o BC “não hesitará” em subir os juros se necessário.
2. EUA vs. China
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, chamou os comentários do presidente dos EUA de “irresponsáveis” em uma coletiva de imprensa em Pequim nesta quarta. “É contra os fatos básicos e protocolos diplomáticos, viola gravemente a dignidade política da China e equivale à uma provocação política pública”, acrescentou.
Biden disse à uma multidão em um evento de arrecadação de fundos na Califórnia na terça que o líder chinês foi pego de surpresa por um suposto balão espião flutuando sobre os EUA no início deste ano, dizendo: “ele não sabia que estava lá”. “Esse é o grande embaraço para os ditadores: quando eles não sabem o que aconteceu”, disse Biden.
As falas fizeram com que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, cancelasse uma viagem a Pequim e aumentou as tensões entre EUA e China. A viagem remarcada de Blinken nesta semana foi elogiada por ambos os lados e parece ter estabilizado os laços, preparando o terreno para um possível encontro entre Biden e Xi.
3. Mercados
As ações chinesas puxaram os índices acionários da Ásia para baixo nesta quarta, em meio a um tom cauteloso nos mercados antes das falas do chefe do Federal Reserve no Congresso.
Os futuros de ações dos EUA oscilavam, enquanto as ações japonesas contrariaram a tendência na Ásia, revertendo as perdas iniciais.
O índice Hang Seng caiu cerca de 1,5%, caminhando para o terceiro dia consecutivo de perdas. Os investidores continuam desapontados com Pequim, que até agora não anunciou medidas específicas de apoio e os bancos seguem oferecendo apenas cortes modestos nas taxas.
O S&P 500 registrou suas primeiras perdas consecutivas em quase quatro semanas na terça-feira (20), quando as negociações foram retomadas após um longo fim de semana de feriado.
4. Manchetes dos principais jornais
Estadão: Lula vai testar base no Senado com votação que deve tornar Zanin, seu advogado, o novo ministro do STF
Folha de S. Paulo: Zanin encara Senado com histórico recente sem rejeições; veja os placares
O Globo: Saiba como Zanin, que vai ser sabatinado nesta quarta, conseguiu apoio de petistas a bolsonaristas
Valor Econômico: Emprego formal surpreende e analistas já reveem projeções
5. Agenda
Na zona do euro, às 10h45, no horário de Brasília, acontece o pronunciamento de Schnabel, do Banco Central Europeu.
Nos Estados Unidos, às 14h, acontece o leilão de títulos de 20 anos. Às 17h, Mester, do Fomc, discursa. Por fim, às 17h30, são publicados os estoques de petróleo bruto semanal API.
-- Com informações da Bloomberg News.
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