Mercado na Ásia abre sem direção, com dúvidas sobre fôlego de rali nos EUA

Frustração com estímulos considerados insuficientes da China também reforça pessimismo de investidores com as bolsas da região

Parte do mercado espera que a melhora das relações entre EUA-China ajude a estimular os investimentos
Por Jason Scott
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Bloomberg — As ações na Ásia devem começar o pregão desta terça-feira (20) com parte dos índices subindo e outra parte em baixa, já que as altas recentes nos mercados globais passaram a mostrar oscilação e os investidores se preocupam com uma recuperação morna da China no pós-pandemia.

Índices futuros no Japão sugeriam uma queda na abertura após um recuo de 1% nesta segunda-feira (19) do principal indicador de ações da Europa. O movimento também é de baixa com os contratos dos índices de referência dos EUA, de volta à negociação depois do feriado americano nesta segunda. Os futuros de Hong Kong e Austrália apontaram para altas iniciais marginais.

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Os investidores estão apreensivos com a falta de novos estímulos de Pequim, depois de aumentarem sua participação em ações chinesas na semana passada, na esperança de um pacote abrangente para apoiar a economia.

A queda nas ações nesta segunda em empresas de tecnologia, incluindo o Alibaba Group (BABA) e a Baidu (BIDU), ressalta a pressão no mercado, principalmente para grandes empresas de tecnologia.

Embora haja algumas esperanças de que uma melhora nas relações EUA-China possa ajudar a estimular os investimentos de risco, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, moderou as expectativas. Ele disse que os EUA “não têm ilusões” sobre os desafios de administrar esse relacionamento”. Blinken é a autoridade americana de mais alto escalão a visitar Pequim em cinco anos.

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Rali nos EUA

Enquanto as perspectivas para as taxas de juros do Federal Reserve ficam mais incertas, investidores dos EUA estão divididos entre entrar no rali que já dura semanas e a preocupação de que ele esteja esgotado, com um mercado “sobrecomprado”.

O rali de Wall Street das últimas semanas já eliminou mais de um ano de perdas induzidas pelos juros em elevação do Fed, com ações, volatilidade e o dólar desvencilhando-se do impacto de dez aumentos seguidos nas taxas, até o intervalo atual entre 5,00% e 5,25%

O índice S&P 500 engatou na última sexta-feira (16) a sua quinta semana consecutiva de ganhos e agora está em ponto mais alto do que no dia em que o Fed iniciou sua campanha, em março de 2022.

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“O otimismo, ou talvez apenas pessimistas espremidos, talvez seja o tema mais forte nos mercados globais no momento”, escreveu Giles Gale, estrategista de taxas da NatWest Markets, em nota. “A inflação parece surpreendentemente bem comportada, apesar das medidas do Fed.”

Nesta quarta-feira (21), o presidente do Fed, Jerome Powell, apresentará seu relatório semestral ao Congresso. O presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, e seus colegas em Nova York e Chicago também estão entre os palestrantes desta semana.

Os formuladores de políticas monetárias do Fed mantiveram as taxas de juros inalteradas em sua última reunião na semana passada, mas alertaram para mais aperto no futuro. A decisão veio com previsões para juros mais altos, de 5,6% no fim de 2023, implicando dois aumentos adicionais de um quarto de ponto nas taxas ou um aumento de meio ponto antes do final do ano.

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O ouro caiu 0,4% na segunda-feira, enquanto o petróleo se desvalorizou porque os planos da China para apoiar sua economia foram vistos como insuficientes para reacender a demanda.

Veja o movimento do mercado

Futuros do S&P 500 caíam 0,2% às 7h20, em Tokyo

Os futuros do Nasdaq 100 caíam 0,2%

Os futuros do Nikkei 225 futures caíam 0,3%

Os futuros do Australia’s S&P e o ASX 200 subiam 0.2%

Os futuros dos Hang Seng subiam 0.1%

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