Petróleo cai mais de 2% e apaga toda a alta provocada pelo corte saudita

No fim de semana, em reunião da Opep+, a Arábia Saudita prometeu fazer “o que for necessário” para estabilizar o mercado da commodity

Operação de petróleo
Por Yongchang Chin - Jack Wittels
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Bloomberg — O petróleo apagou toda a alta desencadeada pela inesperada promessa da Arábia Saudita de cortar a produção, anunciada no fim de semana.

O barril de West Texas Intermediate (WTI) caiu até 2,8%, para menos de US$ 71, nesta terça-feira (6). A cotação chegou a saltar 4,6% no início dos negócios na segunda-feira (5), depois de uma reunião tensa da Opep+ que culminou com a decisão saudita de agir por conta própria para dar mais suporte aos preços.

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A Arábia Saudita prometeu fazer “o que for necessário” para estabilizar o mercado, em meio a preocupações com as perspectivas fracas para a demanda, especialmente na China.

O petróleo caiu 11% no mês passado, em parte devido aos embarques russos, apesar de o país ter dito no início deste ano que reduziria a produção.

“Os sauditas, sem dúvida, acreditavam que um corte unilateral de 1 milhão daria um impulso aos preços”, disse Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank. “O corte de produção de 10% precisaria de um preço US$ 8 mais alto para manter as receitas estáveis, e isso claramente não está acontecendo. Mas considerando o maior consumo de combustível dentro do reino durante os próximos meses, as exportações serão menores.”

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A Arábia Saudita seguiu sua decisão de cortar a produção em julho com um aumento de preços dos embarques para o próximo mês. Isso leva algumas refinarias asiáticas a considerar comprar mais petróleo de outros fornecedores, incluindo a Rússia.

Os preços do WTI também caíram ao longo da curva de futuros, com preços para dezembro de 2023 e 2024 abaixo do fechamento de sexta-feira (2).

“A demanda parece mais fraca e a oferta fora da Opep até o final do ano mais forte do que muitos previam”, disseram analistas do Citigroup (C).

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A visão do banco agora é “uma demanda ainda mais baixa para o segundo semestre do que no início do ano. Isso é particularmente verdade para a China, e não apenas em relação ao petróleo, mas também todas as commodities”.

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