Mercados avaliam corte de produção do petróleo e cenário para juros após payroll

Investidores monitoram efeito do corte de produção da Arábia Saudita sobre os preços do petróleo e acompanham as análises sobre a decisão do Fed no dia 14

Estes são os eventos que orientam os investidores hoje
Por Bianca Ribeiro - Michelly Teixeira
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Últimas cotações

Barcelona, Espanha — Os investidores abrem a semana avaliando os efeitos do corte de produção de petróleo anunciado pela Arábia Saudita para equilibrar os preços da commodity, que caiu 11% em Nova York em maio. Ao mesmo tempo, o mercado ainda pondera as chances de um intervalo no aperto monetário neste mês após dados mais fortes do payroll na sexta-feira.

Os futuros de índices dos Estados Unidos com sinais mistos, com as bolsas europeias seguindo pelo mesmo caminho. Na Ásia, o fechamento das bolsas foi positivo, com destaque para o índice Nikkei que avançou mais de 2%. O Morgan Stanley projetou em seu mais recente relatório um freio na recuperação do mercado acionário dos EUA e da China.

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No mercado de dívida, o prêmio do título norte-americano para 10 anos avançava para 3,747% às 6h21 (horário de Brasília). O dólar se apreciava ante outras divisas, enquanto o euro e a libra se depreciavam.

Os contratos de petróleo WTI se valorizavam mais de 2%, enquanto os de ouro perdiam valor, assim como bitcoin.

→ O que move os mercados hoje

🛢️ Corte de produção. Os preços do petróleo sobem em reação à decisão da Arábia Saudita de cortar sua produção em 1 milhão de barris, que foi comunicada após reunião da Opep+ no fim de semana. Os contratos de WTI chegaram a subir mais de 5%, mas já reduziam a alta para um patamar de US$ 73 por barril.

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📅 Data marcada. O UBS (UBS)informou nesta segunda-feira (5) que deve concluir a aquisição do Credit Suisse (CS) no próximo dia 12. O fechamento do negócio ainda está sujeito a condições das quais o UBS deve prescindir. Uma vez concluída a operação, as ações do Credit Suisse deixarão de ser listadas em bolsa.

🏦 Mais segurança. A recente crise bancária que derrubou algumas instituições regionais nos Estados Unidos pode resultar em um aumento de 20% na exigência de capital para grandes bancos. Segundo o Wall Street Journal, essa proposta pode surgir ainda neste mês de junho e incluir bancos com mais de US$100 bilhões em ativos.

✈️ Voando alto. E caro. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) dobrou a estimativa de lucro líquido global para o setor em 2023. O aumento do número de voos na América do Norte e na Europa e o valor mais alto das passagens deverão resultar em um ganho líquido de US$9,8 bilhões. O número de passageiros deve crescer 96% em relação ao patamar anterior à pandemia, para 4,35 bilhões de pessoas este ano.

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🔽 Projeção pior para ações. O Morgan Stanley (MS) espera uma retração nos lucros corporativos que deve levar o S&P 500 a cair 16% neste ano, uma das previsões mais pessimistas que contraria as expectativas dos investidores. O otimismo agora está focado no mercado do Japão, Taiwan e Coreia do Sul.

🧧 Estímulos pontuais. A China anunciou um pacote econômico para incentivar a compra de carros elétricos e planeja dar suporte também para o setor imobiliário e para a indústria de ponta, segundo pessoas consultadas pela Bloomberg, o que deixou os investidores mais céticos em relação a medidas de estímulo mais amplas como um corte de juros neste momento.

⬇️ Previsão de baixa. A equipe de estrategistas do Morgan Stanley reduziu suas projeções para o índice acionário MSCI da China de 80 para 70, seguindo o passo do Goldman Sachs, ajustando a visão eufórica do início do ano quando se esperava um grande avanço econômico após a reabertura do país. A previsão para o Hang Seng passou de 8.250 para 7.320 até junho de 2024, uma valorização de 15% em relação aos patamares atuais.

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Os mercados nesta manhã

🟢 As bolsas na sexta-feira (2/06): Dow Jones Industrials (+2,12%), S&P 500 (+1,45%), Nasdaq Composite (+1,07%), Stoxx 600 (+1,51%), Ibovespa (+1,80%)

O setor de tecnologia continuou dando impulso e os dados de emprego mais fortes do que o previsto reduziram os temores de uma recessão nos EUA. Já os salários se mostraram menos pressionados, o que levou os investidores a reforçar a aposta em uma pausa no aumento de juros pelo Fed.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados.

Na agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

PMIs de Serviços e Composto: EUA, Zona do Euro, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha, Brasil

EUA: Pedidos de Bens Duráveis/Abr, Encomendas à Indústria, Atividade Empresarial não Manufatureira ISM/Mai

Europa: Zona do Euro (IPP/Abr); Reino Unido (Vendas no Varejo-BRC/Mai); Alemanha (Balança Comercial/Abr, Licenciamento de Veículos); Espanha (Confiança do Consumidor)

Ásia: Japão (Gastos Domésticos/Abr, Massa Salarial(Abr)

América Latina: Brasil (Boletim Focus); México (Confiança do Consumidor, Investimento Bruto Fixo/Mar)

Bancos centrais: Discurso de Christine Lagarde (BCE)

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

(Com informações da Bloomberg News)

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Bianca Ribeiro

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