Cinco coisas que você precisa saber para começar esta terça-feira

Investidores seguem de olho em arcabouço fiscal; fim da política de paridade de preços anunciada pela Petrobras ganha destaque

Sentimento entre os gestores de fundos deteriorou-se para o nível mais pessimista este ano, segundo o BofA
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Bloomberg Línea — Os investidores brasileiros continuam de olho no arcabouço fiscal nesta terça-feira (16). Isso porque, ontem, o relator do projeto na Câmara, o deputado Cláudio Cajado (PP-BA), apresentou os principais pontos do seu relatório em reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Às 9h (horário de Brasília) desta terça, Cajado dá entrevista para falar sobre o assunto. A votação do arcabouço deve acontecer na quarta-feira (17).

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Outro assunto importante para o dia é o fim da política de paridade de preços anunciada pela Petrobras (PETR3; PETR4). Com isso, os preços da gasolina e do diesel deixam de seguir o dólar e o mercado internacional nos combustíveis comercializados por suas refinarias.

Nos Estados Unidos, o assunto principal segue sendo o teto da dívida. Por lá, o destaque fica com a expectativa de uma reunião entre Joe Biden e o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, que deve acontecer hoje.

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, alertou que os EUA já estão pagando um preço por não aumentar o limite da dívida federal e reiterou que seu departamento pode ficar sem dinheiro no início de junho.

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Ainda assim, a maioria dos investidores diz esperar que os políticos cheguem a um acordo de última hora para evitar a inadimplência.

Tudo isso preocupa os traders. Uma pesquisa do Bank of America (BAC) mostra que eles estão mais pessimistas este ano, com o humor piorando em maio e, assim, migrando para alternativas de alta liquidez (caixa) em meio a preocupações de que uma recessão e uma crise de crédito estejam se aproximando.

Enquanto isso, Michael Burry, o gestor que ficou famoso no filme “A Grande Aposta”, está apostando na China. Ele aumentou suas alocações nos gigantes do e-commerce JD.com e Alibaba Group Holding, mesmo quando outros fundos hedge colocaram o pé no freio com a reabertura dos negócios do país.

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Confira a seguir cinco destaques desta terça-feira (16):

1. Nova política de preços da Petrobras

A Petrobras anunciou na manhã desta terça-feira (16) que a diretoria executiva da companhia aprovou o fim da política de paridade internacional dos preços da gasolina e do diesel com o dólar e o mercado internacional nos combustíveis comercializados por suas refinarias.

Na regra atual, em vigor desde 2016, os preços desses produtos no mercado interno acompanham as cotações internacionais, estando sujeitos a oscilações a depender do mercado externo.

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Segundo a estatal, a nova estratégia comercial usa referências de mercado como o “custo alternativo do cliente”, como valor a ser priorizado na precificação, e o “valor marginal para a Petrobras”.

2. Investidores mais pessimistas

O sentimento entre os gestores de fundos deteriorou-se para o nível mais pessimista este ano, com 65% dos participantes da pesquisa mensal do Bank of America agora esperando uma economia mais fraca.

Ao mesmo tempo, quase dois terços dos investidores veem um pouso suave como o cenário mais provável para o crescimento econômico global e esperam apenas uma pequena contração nos lucros.

Embora os níveis de caixa tenham subido para 5,6% em maio, a exposição a ações também atingiu o maior nível neste ano, enquanto as alocações de títulos são agora as maiores desde 2009, segundo o BofA. Em busca por setores considerados mais “seguros”, a alocação em ações de tecnologia teve o maior aumento em um período de dois meses desde a crise financeira global.

3. Mercados

Os rendimentos das notas de referência do Tesouro de 10 anos dos EUA recuam quatro pontos-base na manhã desta terça, enquanto os contratos futuros do S&P 500 caem em Nova York. Na Europa, as ações de tecnologia representam os maiores ganhos no índice Stoxx Europe 600.

4. Manchetes

Estadão: Arcabouço fiscal: salário mínimo e Bolsa Família ficam blindados e votação na Câmara é adiada; entenda

Folha de S. Paulo: Decisões de Moraes devassaram dia a dia do gabinete de Bolsonaro com quebras de sigilo

O Globo: Decisões de Moraes devassaram dia a dia do gabinete de Bolsonaro com quebras de sigilo

Valor Econômico: Relator do projeto inclui travas aos investimentos

5. Agenda

O dia é cheio nos Estados Unidos, começando com o discurso de Loretta Mester, do Fomc, às 9h15, no horário de Brasília. Às 9h30, são divulgadas as vendas no varejo. Em seguida, às 9h55, é a vez de Raphael Bostic, também do Fomc, discursar.

Às 10h15, é publicada a produção industrial do país. Às 11h, são divulgados os estoques de empresas e o nível do varejo excluindo automóveis. No mesmo horário acontece o testemunho de Michael S. Barr, do Federal Reserve. Às 13h15, John C. Williams, do Fomc, discursa. Às 17h30, são publicados os estoques de petróleo semanal bruto API. Por fim, às 20h, Bostic volta a discursar.

Na zona do euro, Anneli Tuominen discursa às 10h45. Às 11h, é a vez de Christine Lagarde, presidente do BCE.

-- Com informações da Bloomberg News.

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