Cinco coisas que você precisa saber para começar esta terça-feira

Investidores locais reagem à divulgação da ata do Copom e monitoram a indicação de Gabriel Galípolo para a diretoria de Política Monetária do BC

Frente do prédio do Banco Central em Brasília: dia de divulgação da ata da reunião do Copom (Andressa Anholete/Bloomberg)
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Bloomberg Línea — A terça-feira (9) começou com a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada menos de uma semana depois de o Banco Central (BC) anunciar a manutenção da taxa de juros do Brasil em 13,75% ao ano.

Os investidores locais também monitoram a indicação de Gabriel Galípolo para a diretoria de Política Monetária do BC. Galípolo, que foi presidente do Banco Fator de 2017 a 2021, está atualmente como número 2 da Fazenda, como secretário executivo do ministério.

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Na China, as importações despencaram em abril, levantando preocupações sobre a capacidade do país de impulsionar a economia global.

As vendas ao exterior aumentaram 8,5% em relação ao ano anterior, para US$ 295 bilhões, informou a administração alfandegária nesta terça em Pequim — desacelerando em relação ao ganho de dois dígitos em março. Já as importações caíram 7,9%, para US$ 205 bilhões, pior do que a projeção mediana de queda de 0,2%. Isso deixou um superávit comercial de US$ 90 bilhões no mês.

Nos Estados Unidos, os investidores estão acompanhando os esforços em Washington para encerrar um impasse sobre o teto da dívida do país, com o presidente Joe Biden devendo se reunir com o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, ainda hoje para sua primeira reunião em três meses, enquanto os dois enfrentam pressão para fechar um acordo. As expectativas de um avanço são baixas.

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Continuam as expectativas para a divulgação amanhã (10) da inflação dos Estados Unidos em abril. Economistas esperam que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA tenha avançado 5% na base anual, mostrando que as pressões de preços ainda são desconfortavelmente altas para o Federal Reserve (Fed).

Confira a seguir cinco destaques desta terça-feira (9):

1. Galípolo no BC

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu nomear o economista Gabriel Galípolo para a diretoria de Política Monetária do Banco Central, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na segunda-feira (8).

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O cargo de diretor de Política Monetária é considerado o segundo cargo mais importante do Banco Central, atrás apenas da presidência, ocupada desde o começo de 2018 por Roberto Campos Neto. Foi ocupado de 2019 a 2023 por Bruno Serra, que anteriormente havia trabalhado no Itaú como head da mesa de renda fixa.

Galípolo, que já foi professor da PUC-SP, é um nome cotado para eventualmente suceder Campos Neto no comando do BC depois de dezembro de 2024, quando acaba o mandato do atual presidente.

2. Ata do Copom

A ata do Copom, divulgada nesta terça pelo Banco Central, após a manutenção da Selic em 13,75% ao ano, afirma que o ambiente externo se mantém adverso, com “episódios envolvendo bancos no exterior elevando a incerteza, mas com contágio limitado sobre as condições financeiras até o momento, requerendo contínuo monitoramento”.

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No âmbito doméstico, o comitê cita os altos preços ao consumidor e diz que “segue vigilante, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação”. A ata também cita que, apesar de ser um cenário menos provável, o Copom “não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”.

Além disso, segundo o comitê, “a apresentação do arcabouço fiscal reduziu a incerteza associada a cenários extremos de crescimento da dívida pública”, mas que não há “relação mecânica entre a convergência de inflação e a aprovação do arcabouço fiscal, uma vez que a trajetória de inflação segue condicional à reação das expectativas de inflação e das condições financeiras”.

3. Mercados

As ações europeias e os futuros dos Estados Unidos negociaram em baixa na terça-feira, juntamente ao petróleo. As ações da SBB caíram 5,5%, somando-se a uma queda de 20% ontem, com os investidores cada vez mais preocupados com os efeitos de um aperto de financiamento no setor imobiliário.

O sentimento também foi prejudicado por um relatório mostrando uma queda acentuada nas importações chinesas no mês passado, um sinal de que a recuperação da economia do bloqueio da covid não é tão forte quanto muitos esperavam. O índice Hang Seng caiu mais de 2%.

4. Manchetes

Estadão: Eliane Cantanhêde: ‘O problema de Lula é falta de articulação política ou forte resistência a retrocessos?’

Folha de S. Paulo: Novo nº 2 de Haddad sai do WhatsApp para a Fazenda

O Globo: Proibição de aumentos para servidores, concursos e renúncias: as novas travas do arcabouço fiscal

Valor Econômico: Bancos privados têm retomada desigual

5. Agenda

Nos Estados Unidos, é publicada hoje às 13h a perspectiva energética de curto prazo da EIA. Às 13h05, acontece o discurso de John Williams, do FOMC. Às 14h, acontece o leilão americano de títulos de três anos. Por fim, às 17h30 são divulgados os estoques de petróleo bruto semanal API.

Na Zona do Euro, às 14h, acontece o pronunciamento de Isabel Schnabel, do Banco Central Europeu (BCE).

-- Com informações da Bloomberg News.

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