Ibovespa recua com Petrobras e varejistas; Vale sobe antes de balanço

Investidores repercutem IPCA-15 abaixo do esperado, falas de Campos Neto no Congresso sobre juros e balanços de big techs nos EUA

Temporada de balanços corporativos dos EUA segue no radar
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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) virou para queda nesta quarta-feira (26), na contramão das bolsas em Wall Street, puxado por ações de varejistas e construtoras, além de baixa dos papéis da Petrobras (PETR3; PETR4).

Por volta das 12h50 (horário de Brasília), o principal índice de renda variável da bolsa brasileira tinha queda de 0,33%, negociado na casa dos 102 mil pontos, enquanto o dólar recuava, a R$ 5,05.

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Os papéis de Pão de Açúcar (PCAR3) e Magazine Luiza (MGLU3), por exemplo, cediam cerca de 5% e 3%, respectivamente. Os investidores aguardam o julgamento no STJ sobre os benefícios fiscais concedidos pelos estados via ICMS, que podem ser excluídos da base de cálculo de CSLL e IRPJ

As ações da Vale (VALE3), por sua vez, que caíram fortemente nos últimos dias em meio à baixa do minério de ferro, se recuperam nesta quarta e sobem cerca de 1% diante de um avanço nos preços da commodity.

A companhia divulga seu balanço do primeiro trimestre hoje, após o fechamento do pregão, depois de publicar na semana passada seu relatório de produção, que veio abaixo do esperado pelo mercado.

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Por aqui, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, desacelerou e teve alta de 0,57% em abril, abaixo do esperado pelo mercado financeiro, em nova pressão sobre o Banco Central.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,59% e, em 12 meses, de 4,16%, abaixo dos 5,36% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março, a taxa foi de 0,69%.

A expectativa mediana de economistas consultados pela Bloomberg era de alta de 0,60% na comparação mensal, e de 4,19% na base anual (ante 5,36% em março).

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Os dados de inflação são acompanhados de perto pelo mercado financeiro, que busca uma desaceleração no aumento dos preços para que seja possível um corte da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 13,75% ano ano.

Em sabatina no Congresso na terça-feira (25), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reforçou a piora nas expectativas para a inflação e disse que não é hora de cortar a Selic. Segundo ele, não dá pra dizer quando que os juros vão cair no Brasil.

Cena externa

Nos Estados Unidos, após queda das bolsas na terça-feira (25) diante de temores com relação aos bancos e de uma recessão, os mercados operam no azul nesta quarta, com os investidores repercutindo balanços de big techs.

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Ontem, Microsoft (MSFT) e Alphabet (GOOGL), dona do Google, reportaram números que vieram acima das estimativas, ajudando a melhorar o sentimento.

A atenção agora estará nos dados de inflação PCE, que serão divulgados na sexta-feira (28) e são considerados os preferidos do Federal Reserve para balizar sua política monetária.

Confira o desempenho dos mercados nesta quarta-feira (26):

  • Por volta das 12h50 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha queda de 0,33%, aos 102.883 pontos;
  • O dólar à vista tinha leve queda de 0,11%, a R$ 5,05;
  • Nos EUA, os índices subiam: o S&P 500 tinha alta de 0,3%, enquanto o Nasdaq 100 subia 1,22%.

-- Com informações da Bloomberg News

-- Atualização às 12h50 (horário de Brasília)

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