Mercados sobem apoiados em balanços apesar de discursos sobre juro maior nos EUA

Investidores colocam foco em resultados positivos de grandes empresas, embora haja indicações de consumo mais fraco e sinalização do Fed de mais aperto monetário

Estes são os eventos que orientam os investidores hoje
Por Bianca Ribeiro
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Barcelona, Espanha — O mercado se equilibra entre a mensagem do Federal Reserve (Fed) de juros maiores nos Estados Unidos e as apostas de que a inflação continuará cedendo e evitará um aperto mais forte da economia. Ao mesmo tempo, os operadores contabilizam resultados e previsões da safra de balanços.

→ Leia também o Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea: Efeito Americanas na concorrência

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As ações europeias mostravam valorização há pouco, assim como os futuros de índices dos Estados Unidos, com ajuda de resultados da Siemens e da AstraZeneca acima das previsões de mercado. O plano de reestruturação da Disney também dá suporte a essa recuperação.

As principais bolsas asiáticas fecharam com ganhos também, embora o Nikkei tenha fechado no vermelho, próximo da estabilidade.

No mercado de dívida, o prêmio do título norte-americano para 10 anos recuava a 3,606% às 6h52 (horário de Brasília). O dólar se depreciava ante outras divisas, ao mesmo tempo em que o euro e a libra se valorizavam.

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O sinal era positivo para os contratos de ouro e de petróleo WTI. Já a cotação do bitcoin recuava ao redor de 1%.

→ O que move os mercados hoje

👥 Coro dos juros. Quatro diretores do Federal Reserve (Fed) reforçaram ontem em eventos separados o discurso de Jerome Powell, proferido na terça-feira, sobre a necessidade de mais elevações de juros para reduzir a inflação. No mercado de dívida, a precificação desse coro aponta para um pico de até 6% para os juros dos EUA. Os investidores esperam agora pelo dado da inflação de janeiro a ser conhecido na próxima semana.

🛒 Consumo fraco. As previsões da Unilever para este ano mostram o efeito da crise para a fabricante de itens variados como sabonete e maionese. Segundo a empresa, o consumo enfraquecido já diminuiu em 3,6% o volume de vendas no quarto trimestre e continuará minguando no primeiro semestre.

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💸 Mais perdas. O Credit Suisse alerta para perdas importantes neste ano, tendo em vista as fortes retiradas, de US$ 120 bilhões, de seus fundos no último trimestre de 2022. O prejuízo de US$ 1,5 bilhão no período, maior do que o previsto, é resultado de perdas tanto na divisão de gestão de patrimônio como no banco de investimentos.

🪖 Corrida por apoio. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, deve participar de uma cúpula de líderes da União Europeia hoje, depois de ter feito um giro com os principais aliados em busca de mísseis e caças contra a Rússia. Ainda ontem, o presidente Joe Biden disse em uma entrevista que Putin, “já perdeu a Ucrânia”.

🔜 Antecipando pagamentos. O grupo Adani pretende antecipar o pagamento de outra dívida de US$ 500 milhões depois que alguns bancos se recusaram a refinanciara empresa. Barclays, Standard Chartered e Deutsche Bank estão entre os bancos que emprestaram US$ 4,5 bilhões a Adani para financiar a compra dos ativos no ano passado. Uma parte desse empréstimo vence em um mês.

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Os mercados esta manhã
🟢 As bolsas ontem (08/02): Dow Jones Industrials (-0,61%), S&P 500 (-1,11%), Nasdaq Composite (-1,68%), Stoxx 600 (+0,28%), Ibovespa (+1,97%)

Os mercados acionários norte-americanos fecharam no vermelho após vários membros do Fed reforçarem a visão de que as taxas de juros nos EUA terão que continuar subindo para devolver a inflação à meta. A forte venda de ações do setor de tecnologia também impactou o desempenho.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados.

Na agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Pedidos Iniciais de Seguro Desemprego

Índice de Sentimento do Consumidor/Fev: Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão, China

• Europa: Zona do Euro (Projeções Econômicas, Cúpula de Líderes da UE); Alemanha (IPC/Jan); Portugal (Balança Comercial/Dez)

• Ásia: China (IPC/Jan)Japão (Índice de Preços de Bens Corporativos/Jan); Hong Kong (Reservas Internacionais/Jan)

• América Latina: Brasil (IPCA/Jan, Vendas no Varejo/Dez); México (IPC/Jan)

• Bancos centrais: Discurso de Joachim Nagel-Bundesbak, Luis de Guindos-BCE, Decisão do Banco do México sobre Taxa de Juros

• Balanços: Bradesco, TIM, PepsiCo, Philip Morris, S&P Global, Duke Energy, Motorola, Kellog, Verisign

Os eventos de destaque na semana

(Com informações da Bloomberg News)

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Bianca Ribeiro

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