Minério ultrapassa US$ 120 e alcança maior patamar em 5 meses com China no radar

Os investidores apostam em um aumento da demanda à medida que a economia da China se recupera dos distúrbios causadas pela pandemia

Uma autoridade do banco central chinês teria dito que o crescimento entrará nos trilhos à medida que Pequim fornecer mais apoio financeiro a famílias e empresas
Por Liz Ng
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Bloomberg — Os contratos futuros de minério de ferro em Singapura atingiram uma máxima de cinco meses com o crescente otimismo sobre as perspectivas para a economia da China e a demanda por aço.

A matéria-prima siderúrgica saltou até 3% nesta terça-feira (10), para US$ 120,55 a tonelada – a cotação mais alta desde o início de agosto.

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Os investidores apostam em um aumento da demanda à medida que a economia da China se recupera dos distúrbios causadas pela pandemia.

As usinas na região costeira da China buscam repor estoques excepcionalmente baixos antes do feriado do Ano Novo Lunar que começa no final de janeiro, disse Chen Wenguang, diretor de pesquisa do Lange Steel Information Research Center. Algumas usinas estão com apenas 60% a 70% de seus níveis normais de estoque para esta época do ano, disse.

Analistas otimistas dizem que as commodities devem se beneficiar este ano, depois que a China abandonou as políticas rígidas contra a covid e prometeu medidas para retomar o crescimento.

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O Goldman Sachs (GS) prevê que os metais estão entre os primeiros ativos a se beneficiar, e o Citigroup (C) espera que os preços do minério de ferro cheguem a US$ 130 no início de abril.

Há sinais crescentes de que o pior da onda de infecções na China já passou, principalmente nas grandes cidades. Toda a população da capital chinesa tem novas capacidades de imunidade e as infecções atingiram o pico, disse o prefeito interino de Pequim em entrevista à CCTV.

Uma autoridade do banco central chinês teria dito que o crescimento entrará nos trilhos à medida que Pequim fornecer mais apoio financeiro a famílias e empresas, de acordo com entrevista ao site local Diário do Povo. No entanto, ainda há preocupações de que um novo surto de covid prejudique a recuperação.

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Apesar da queda sazonal da demanda por aço nesta época do ano, “o consumo continua em um ritmo firme”, segundo nota da Huatai Futures. “Isso, juntamente com a flexibilização dos controles de vírus e o aumento do financiamento imobiliário, está melhorando os fundamentos de longo prazo do mercado de aço.”

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