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À medida que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) define os nomes do seu ministério e traça políticas econômicas, muitos investidores perceberam o pior de seus temores em relação ao cenário fiscal do país se materializar. Olhando somente para o mercado de câmbio, contudo, seria difícil perceber esse movimento.
Enquanto a bolsa local despencou e as taxas futuras de juros dispararam desde a eleição no fim de outubro, o dólar permaneceu pouco alterado frente ao real no mesmo período, sustentado pelas altas taxas de juros no Brasil. Muitos são céticos de que isso pode durar.
Operadores esperavam que Lula fosse para o centro do espectro político em reconhecimento ao amplo apoio que recebeu durante a campanha eleitoral. Mas, desde a votação, Lula apresentou propostas de aumento das despesas, criticou o teto de gastos e indicou Fernando Haddad para a Fazenda, visto como uma das opções menos favoráveis ao mercado.
Veja a reportagem completa: Dólar vai subir? Por que investidores avaliam que câmbio está ‘atrasado’

No Radar
Os investidores se orientam hoje pelo último Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do ano dos Estados Unidos, a ser divulgado logo mais. Se confirmada a previsão de desaceleração do indicador, alguns analistas esperam um rali. A euforia viria da perspectiva de que uma mudança consistente do rumo dos preços exigirá uma ação menos dura por parte do Fed, tanto na duração como na dose do aperto monetário em 2023.
💸 Apostas antes do Fed. Segundo o JPMorgan, a inflação nos EUA deve ficar entre +7,2% e +7,4% o que pode levar o S&P 500 a subir entre +2% e +3%. Em uma hipótese menos provavel do banco, com o IPC a +6,9%, a bolsa subirira de +8% a +10%. A média das consultas feitas pela Bloomberg aponta para uma alta mensal de +0,3% ante outubro e de +7,3% na base anual. O IPC será divulgado às 10h30, pelo horário de Brasília.
🚷 Sob custódia. Os investidores monitoram a prisão nas Bahamas de Sam Bankman-Fried, co-fundador da falida exchange de ativos digitais FTX. Ele está sob custódia enquanto aguarda um processo de extradição, a pedido do governo dos EUA. As principais criptomoedas eram negociadas há pouco em queda, mas o bitcoin se mantinha no azul.
🇪🇺 Pacto por ajuda. A União Europeia fechou um acordo para liberar o socorro de € 18 bilhões para a Ucrânia, que vinha bloqueado pela oposição da Hungria. O país retirou o bloqueio em troca de uma redução nas penalidades por corrupção que previa a suspensão de um fundo de € 6,3 bilhões.

🟢 As bolsas ontem (12/12): Dow Jones Industrials (+1,58%), S&P 500 (+1,43%), Nasdaq Composite (+1,26%), Stoxx 600 (-0,49%), Ibovespa (-2,02%)
As ações dos EUA encerraram o primeiro pregão da semana com fortes ganhos, amparados em uma expectativa positiva em relação à inflação no país apurada em novembro, que será conhecida hoje. A percepção de alguns analistas de que o indicador mostre retração reforça expectativas de que o Fed será mais moderado na alta dos juros.
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Agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: IPC/Nov, Índice Redbook, Índice IBD/TIPP de Otimismo Econômico, Otimismo entre Pequenas Empresas/Nov, Relatório Mensal da OPEP
• Europa: Zona do Euro e Alemanha (Índice Zew/Dez) Reino Unido (Taxa de Desemprego/Nov); Alemanha (IPC/Nov); Itália (Produção Industrial/Out)
• Ásia: Japão (Encomendas de Maquinário/Out, Índice Tankan
• América Latina: Brasil (Crescimento do Setor de Serviços/Out)
• Bancos Centrais: Ata da Reunião e Relatório de Estabilidade Financeira-BoE, Ata do Copom; Discurso de Andrew Bailey-BoE
📌 Para a semana:
• Quarta-feira: EUA (Estoques de Petróleo Bruto, Projeções de Taxa de Juros/4T22); Reino Unido (IPC e IPP/Nov); China (Produção Industrial/Nov, Vendas no Varejo/Nov); Decisão do Fed
• Quinta-feira: EUA ( Vendas no Varejo/Nov, Produção e Venda Industrial/Nov); Reino Unido, Alemanha, França e Itália (Licenciamento de Veículos/Nov); Alemanha (IPP/Nov); Bancos Centrais (Decisão da taxa de juros do BCE, do BoE e do Banco do México; Discurso de Christine Lagarde-BCE)
• Sexta-feira: PMI Industrial e de Serviços/Dez (EUA, Zona do Euro, Reino Unido, Alemanha, França e Japão); Zona do Euro (IPC/Nov); Reino Unido (Vendas no Varejo/Nov); Decisão do Banco do México sobre juros
Destaques da Bloomberg Línea:
• Quem são os brasileiros na lista dos 100 latinos mais influentes no mundo
• CEO da NotCo, startup apoiada por Bezos, conta por que levantou US$ 70 milhões
• Não só Mercadante: senador petista ganha força para comandar Petrobras
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