Bloomberg Línea — Em meio às preocupações com o crescimento global e uma possível recessão, o Ibovespa (IBOV) seguiu as bolsas internacionais e fechou o pregão desta quarta-feira (7) em queda de 1,02%, aos 109.068 pontos. O dólar também caiu, cotado a R$ 5,22 no fechamento.
Por aqui, as atenções recaem sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que deverá manter a taxa Selic em 13,75% ao ano pela terceira reunião consecutiva, conforme esperado pelo mercado.
Mais do que a decisão, que será divulgada a partir das 18h30 (horário de Brasília), os investidores estarão atentos ao comunicado e às crescentes preocupações do comitê com a piora do risco fiscal e como isso pode impactar os juros daqui em diante.
Ainda no âmbito doméstico, a votação no Senado da PEC da Transição, que abre caminho para gastos extraordinários do próximo governo em 2023 e 2024 para o pagamento do Bolsa Família, segue no radar. Ontem (6), o texto foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), com a ampliação do teto de gastos em R$ 145 bilhões de forma a acomodar o atual Auxílio Brasil de R$ 600 mensais.
No exterior, as preocupações de que o Federal Reserve tenha que manter sua política agressiva de subida de juros pressionaram os ativos de risco. Em uma sessão volátil em Wall Street, as bolsas chegaram a recuar até 0,51%, caso da Nasdaq, com grande exposição ao setor de tecnologia, mais sensível a juros.
Os investidores aguardam a reunião de política monetária nos Estados Unidos na próxima semana, com expectativa de aumento de 0,50 ponto percentual. Os temores de uma recessão também contribuem para o mau humor externo.
Na América Latina, destaque para a aprovação de destituição do presidente peruano Pedro Castillo, depois que ele decidiu dissolver ilegalmente o Parlamento e convocar eleições para o Congresso temporariamente. Com a destituição de Pedro Castillo, a vice-presidente Dina Boluarte assumirá a Presidência da República.
Confira como fecharam os mercados nesta quarta-feira (7):

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