Barcelona, Espanha — (Esta é a versão ampliada e atualizada de nota publicada originalmente às 5h40)
Os resultados corporativos estão no centro da agenda dos investidores, com repercussão de números piores do que o esperado para os balanços da Microsoft e do Google, divulgados após o fechamento de ontem dos mercados. Ao mesmo tempo, os investidores se preparam para uma “super quinta”, quando serão conhecidos o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre e a decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre juros. Até lá, os operadores se debruçam sobre novos informes financeiros e levam em conta que 70% dos resultados divulgados até o momento ficaram acima das previsões.
Os contratos futuros de índices dos EUA operavam com perdas, afetados pelo desempenho abaixo do previsto de empresas de tecnologia no último trimestre, como Microsoft, Alphabet (Google) e Texas Instruments.
No mercado europeu, a maioria das bolsas também registrava queda, prejudicadas por ações de empresas tecnológicas, mas também pelo efeito do adiamento do plano econômico do Reino Unido, anunciado nesta manhã. As perdas são contrabalançadas pelos números trimestrais positivos de Barclays, Deutsche Bank e Mercedes-Benz.
Na Ásia, as bolsas fecharam no azul, amparadas pela indicação do banco central da China de que manterá protegidos de grandes oscilações o câmbio e os mercados de ações e de títulos.
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Os prêmios dos títulos do tesouro norte-americano com vencimento em 10 anos estavam em baixa, enquanto os bônus do Reino Unido com igual prazo operavam em alta. As cotações do ouro subiam, assim como os contratos WTI de petróleo.
→ O que move os mercados hoje
💲 Bitcoin em festa. Na contramão dos índices acionários, o Bitcoin subia mais de 2% nesta manhã sem um vetor evidente, mas analistas avaliam que as negociações buscam respeitar a tradição de ganhos para a moeda virtual nos meses de outubro. Até o momento, o ganho mensal da criptomoeda está em torno de 7%, ainda distante do ganho médio de 22% observado nos meses de outubro na última década. De todo modo, pesa favoravelmente para o ativo de risco a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed) possa adotar um ritmo menos agressivo na subida dos juros para controlar a inflação.
🛑 Ameaça da Rússia. O país sinalizou que fará seus exercícios nucleares de rotina, realizados uma vez ao ano. O presidente dos EUA, Joe Biden, voltou a alertar o país contra o uso de armas nucleares ou radioativas na Ucrânia. “A Rússia estaria cometendo um erro incrivelmente grave se usasse uma arma nuclear tática.”
🇬🇧 Agenda fiscal. Rishi Sunak frustrou o mercado ao adiar a divulgação do plano econômico do Reino Unido. Antes agendado para o dia 31, a estratégia da equipe econômica para as finanças do país será apresentada no dia 17 de novembro. Segundo Sunak, é necessário mais algum tempo para chegar “às decisões certas”. O mercado considerava essa informação crucial para a decisão do Banco da Inglaterra (BoE) sobre juros no próximo 3 de novembro, já que o controle fiscal deveria ajudar a tarefa do BoE de domar a inflação.
🗿 Gigantes decepcionam. A euforia do mercado com papéis de tecnologia esfriou após resultados decepcionantes da Alphabet, controladora do Google, que mostrou receita abaixo do previsto, assim como a Microsoft, cujas vendas foram afetadas pela alta do dólar. A atenção hoje estará no desempenho trimestral da Meta, controladora do Facebook.
🏦 Lucro em alta. Do outro lado do Atlântico, o resultado do espanhol Santander é uma das surpresas positivas de hoje, com o lucro de US$ 2,4 bilhões do último trimestre, acima das previsões de US$ 2,2 bilhões. O banco, beneficiado pela política de juros em alta do BCE, manteve as metas para o ano anunciadas em fevereiro. O lucro subjacente no Brasil subiu 14% no período, com as receitas de empréstimos e operações compensando um salto nas provisões.

🟢 As bolsas ontem (25): Dow Jones Industrials (+1,07%), S&P 500 (+1,63%), Nasdaq Composite (+2,25%), Stoxx 600 (+1,44%), Ibovespa (-1,20%)
As bolsas norte-americanas fecharam em alta pela terceira sessão consecutiva, alavancadas pelos últimos resultados corporativos. Entre os destaques positivos estiveram o aumento de preços anunciados pela Apple para alguns de seus serviços e os balanços da Coca-Cola e da General Motors. Elon Musk também deu sua colaboração ao se comprometer a fechar a aquisição do Twitter até esta sexta-feira.
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Na agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: Estoques no Atacado e no Varejo/Set, Vendas de Casas Novas, Índice do Mercado Hipotecário, Balança Comercial, Estoques de Petróleo Bruto
• Europa: Zona do Euro (Massa Monetária/Set); França (Confiança do Consumidor/Out, Índice de Candidatos a Emprego); Itália (Balança Comercial/Set)
• Ásia: China (Lucro Industrial/Set); Japão (Indicadores Antecedentes, Investimento Estrangeiro)
• América Latina: Brasil (Decisão do Copom, Índice de Preços ao Produtor/Set, Fluxo Cambial Estrangeiro)
• Bancos centrais: Decisão sobre juros do Banco Central do Brasil e do Banco do Canadá
• Balanços: Meta, Bristol- Myers Squibb, Boeing, Iberdrola, Mercedes-Benz, Heineken, Ford, Kraft Heinz, Santander, Barclays, eBay, BASF, Twitter, Deutsche Bank, Puma, Bunge
📌 Para a semana:
• Quinta-feira: EUA (PIB 3T22, Pedidos de Bens Duráveis, Pedidos Iniciais de Seguro Desemprego); Zona do Euro (Decisão de Política Monetária do BCE); Alemanha (Índice de Confiança do Consumidor GfK)
• Sexta-feira: EUA (Índice PCE/Set, Vendas de Casas Pendentes); Zona do Euro (Índice de Confiança na Economia); Alemanha, França e Espanha (PIB 3T22, IPC/Out); Japão (Decisão de Política Monetária do BoJ)
• Balanços: Apple, Amazon, Mastercard, Samsung, Merck, Shell, McDonald’s, T-Mobile, TotalEnergies, Comcast, Honeywell, Intel, S&P Global, Caterpillar, AB InBev, EDF, Shopify, PG&E, Repsol, EDP, Pinterest, Credit Suisse, Exxon Mobil, Chevron, Equinor, Sanofi, Porsche, Airbus, Volkswagen, Colgate-Palmolive, Eni SpA, BBVA
(Com informações da Bloomberg News)








