Bloomberg — O UBS Group (UBS) registrou um trimestre robusto devido ao aumento das taxas e ao controle de custos, permitindo que o banco suíço confirmasse um plano de devolver cerca de US$ 5,5 bilhões aos investidores este ano.
As ações subiram desde junho, depois que o UBS disse que o lucro líquido nos três meses até setembro foi de US$ 1,73 bilhão, em comparação com estimativas de analistas de US$ 1,57 bilhão. A unidade de gestão de patrimônio viu a receita de empréstimos aumentar em meio a entradas de clientes de US$ 17,1 bilhões, enquanto a receita do banco de investimento caiu.
A resposta à inflação por parte dos bancos centrais nos EUA e na Europa está dando aos bancos uma vantagem na receita de empréstimos, ajudando a manter ambiciosos planos de dividendos e recompras, mesmo com as perspectivas econômicas mais sombrias. Os bancos globais, no entanto, estão vendo ações e receitas de negócios prejudicadas pela crise de energia, a guerra da Rússia na Ucrânia e a desaceleração da economia da China.
O presidente-executivo do UBS, Ralph Hamers, lidera um esforço para aumentar a automação, diminuir os níveis de gerenciamento e expandir a presença do credor nos EUA, onde é ocultado por rivais locais. Ele enfrentou um grande revés em setembro, quando o banco anunciou que estava desistindo de um acordo para comprar a Wealthfront, consultora robótica dos EUA.
As ações do UBS, negociadas em Zurique, subiam 6% perto das 8h55 (horário de Brasília). O banco disse na terça-feira que as recompras de ações devem atingir cerca de US$ 5,5 bilhões este ano, acrescentando detalhes à previsão anterior de mais de US$ 5 bilhões.
“O ambiente macroeconômico e geopolítico tornou-se cada vez mais complexo”, disse Hamers na divulgação de resultados na terça-feira. A incerteza global “também pode afetar os níveis de atividade dos clientes no quarto trimestre”, alertou.
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