Barcelona, Espanha — (Esta é a versão atualizada de nota publicada originalmente às 6h34)
Os investidores deixaram de lado hoje a euforia dos últimos dias e os principais ativos se inclinam para baixo nesta jornada. Os futuros de índices de ações dos Estados Unidos operam majoritariamente em baixa, embora os contratos indexados ao Nasdaq se mostrassem mais voláteis - os operadores se preparavam para mais um dia movimentado de balanços e indicadores da economia norte-americana.
A Coca-Cola divulgou um aumento de +10,5% de sua receita do trimestre, comparativamente ao mesmo período do ano passado, com um EBITDA superior em +14,3%, graças a preços mais elevados. Com isto, melhoram o seu guidance para o ano. As ações da companhia subiam em torno de +2,5% na pré-abertura dos mercados.
Na Europa, os sinais ainda são mistos, mas com índices reduzindo ganhos e mais propensos à desvalorização. Igual movimento foi observado no fechamento do mercado asiático, com recuo da maioria dos índices.
No segmento da dívida, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos caíam, o que se traduz em maior valor nominal,, assim como os títulos com mesmo vencimento do Reino Unido.
Entre as principais divisas, as variações são modestas. O dólar praticamente estável instantes atrás, enquanto a libra se apreciava e o euro recuava. O petróleo continuava em queda, assim como o ouro e o bitcoin.
→ O que move os mercados hoje
Os investidores continuam orientados por diferentes vetores, equilibrando o impulso derivado do otimismo com balanços melhores e, simultaneamente, ponderando riscos econômicos e geopolíticos nas negociações. Mais da metade dos balanços divulgados até agora nos Estados Unidos ficaram acima das previsões, superando o cenário econômico desafiador. Hoje, os olhares estarão nos balanços de Microsoft e Alphabet, além de novos indicadores de atividade nos EUA.
🇩🇪 Energia preocupa. Continuam sombrias as perspectivas para a economia alemã, uma das mais expostas à crise de energia pela sua dependência do gás russo. Segundo dados divulgados esta manhã pelo Instituto Ifo, o índice de Clima Empresarial caiu de 84,4 pontos em setembro para 84,3 em outubro, com empresas menos satisfeitas com o momento atual. Embora as expectativas dos entrevistados tenham melhorado, as companhias consultadas permanecem preocupadas com os próximos meses de inverno.
💂🏻♀️ Novo de novo. O consenso que levou Rishi Sunak ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido poupou o mercado de mais uma semana de incertezas. Agora, os investidores monitoram o plano do novo líder para colocar de pé a credibilidade e, sobretudo, as contas do país. Para ajudar na grande lista de tarefas, espera-se que Jeremy Hunt seja mantido no Tesouro.
📊 Bancos em alta. Assim como nos Estados Unidos, os juros mais altos estão favorecendo bancos do outro lado do Atlântico. O HSBC elevou seu lucro em 18% no terceiro trimestre, para US$ 6,5 bilhões. O UBS, por sua vez, obteve ganhos acima do esperado, de US$ 1,73 bilhão no mesmo período, ante previsões de US$ 1,57 bilhão.
🐉 Risco chinês. O yuan atingiu o menor nível em 12 anos, ainda refletindo as preocupações dos investidores com a consolidação do poder de Xi Jinping e seus efeitos para a economia da China. O índice Hang Seng, que mostrou ontem queda de mais de 6%, continuou no vermelho nesta jornada em meio a temores de que a política de Covid Zero e a relação complicada do líder asiático com os EUA atrapalhem o país.
🇺🇦 Aliados firmes. A OTAN continua firme em seu apoio à Ucrânia, apesar da campanha de Vladimir Putin para intimidar aliados, sugerindo, por exemplo, que o país invadido usaria uma arma suja em seu próprio território para uma escalada da guerra. As nações da União Europeia e do G-7 realizam uma conferência em breve para discutir a reconstrução da Ucrânia.

🟢 As bolsas ontem (24): Dow Jones Industrials (+1,34%), S&P 500 (+1,19%), Nasdaq Composite (+0,86%), Stoxx 600 (+1,40%), Ibovespa (-3,27%)
As bolsas norte-americanas começaram a semana em alta, impulsionadas por expectativas de que as empresas de grande capitalização reportem ganhos satisfatórios esta semana. Dados econômicos fracos dos setores de serviços e manufatura nos EUA, contribuíram para as apostas de que o Fed estaria propenso a diminuir a velocidade de alta dos juros.
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Na agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: Confiança do Consumidor do Conference Board, Índice de Manufatura do Fed Richmond, Índice de Preços de Imóveis, Índice Redbook, Estoques de Petróleo Bruto
• Europa: Zona do Euro (Dados de Empréstimos Bancários); Reino Unido (Índice CBI de tendências Industriais/Out); Alemanha (Preços de Bens Importados, Índice IFO); Espanha (Índice de Preços ao Produtor);
• Ásia: Japão (IPC/Set); Hong Kong (Balança Comercial/Set); China (Investimento Estrangeiro Direto)
• América Latina: Brasil (IPCA-15, Índice de Confiança do Cosnumidor-FGV/Out); México (Índice de Atividade Econômica); Argentina (Vendas no Varejo)
• Bancos centrais: Discursos de Christopher Waller (Fed) e Huw Pill (BoE)
• Balanços: Microsoft, Alphabet, Visa, Coca-Cola, Novartis, UPS, Texas Instruments, HSBC, SAP, General Electric, 3M, UBS, GM, Orange, Halliburton, Twitter
📌 Para a semana:
• Quarta-feira: EUA (Estoques no Atacado e no Varejo/Set, Balança Comercial). Decisão sobre juros do Banco do Canadá
• Quinta-feira: EUA (PIB 3T22, Pedidos de Bens Duráveis, Pedidos Iniciais de Seguro Desemprego); Zona do Euro (Decisão de Política Monetária do BCE); Alemanha (Índice de Confiança do Consumidor GfK)
• Sexta-feira: EUA (Índice PCE/Set, Vendas de Casas Pendentes); Zona do Euro (Índice de Confiança na Economia); Alemanha, França e Espanha (PIB 3T22, IPC/Out); Japão (Decisão de Política Monetária do BoJ)
• Balanços: Microsoft, Alphabet, Visa, Coca-Cola, Novartis, UPS, Texas Instruments, HSBC, SAP, General Electric, 3M, UBS, GM, Meta, Bristol-Myers Squibb, Boeing, Iberdrola, Mercedes-Benz, Heineken, Ford, Santander, BASF, Twitter, Barclays
(Com informações da Bloomberg News)








