Breakfast

A aposta em criptoativos próprios

Também no Breakfast: Clima de incerteza volta aos mercados, ascensão e queda dos bilionários da covid e a nova jogada de Messi é no capitalismo de risco

Tempo de leitura: 5 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

A criação de criptoativos próprios vem ganhando corpo entre empresas da América Latina, especialmente no Brasil. O último a embarcar nessa tendência foi o Nubank, que lançará sua moeda digital própria, a Nucoin, na primeira metade de 2023.

O objetivo do Nubank, fintech com 70 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia e que tem investimentos de Warren Buffett, um notório crítico das criptomoedas, é oferecer aos clientes brasileiros benefícios como descontos e vantagens à medida que acumulam Nucoins. A empresa vai convidar cerca de 2 mil clientes para participarem do teste do Nucoin ao longo de outubro e novembro.

“É um caminho sem volta. Daqui para a frente a gente vai ver outras empresas tanto do segmento financeiro quanto de pagamento e marketplaces já estão analisando essa possibilidade [de ter uma criptomoeda própria]”, disse Henrique Teixeira, Global Head of Business Development da argentina Ripio, provedora da infraestrutura do token do Mercado Livre, em entrevista à Bloomberg Línea.

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🌎 A iniciativa segue os passos de outras grandes empresas da América Latina. Em agosto, o gigante do e-commerce latino-americano Mercado Livre lançou a Mercado Coin também como parte de um programa de benefícios para fidelizar clientes.

Em julho, o Itaú Unibanco lançou seu primeiro token de crédito, um projeto-piloto interno com clientes de private banking. O banco brasileiro criou sua própria “tokenizadora”, unidade de negócio do banco responsável pelo processo de transformação de ativos em representações digitais que trafegam com a tecnologia blockchain.

Nesta semana, a Mastercard anunciou uma ferramenta para permitir a negociação de criptomoedas por bancos usando a infraestrutura da Paxos, que também faz a gestão das criptomoedas oferecidas pelo Mercado Livre.

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Leia a matéria sobre a investida do Nubank

Uma tendência está em curso na América Latina, com destaque no Brasil: o lançamento de criptoativos próprios

No radar dos Mercados

O clima de incerteza volta aos mercados. Os investidores ponderam o cenário de juros em alta, inflação persistente e risco de recessão. Isso somado à instabilidade no Reino Unido e alguns balanços trimestrais decepcionantes. Um novo conjunto de indicadores de atividade, discursos de integrantes do Federal Reserve (Fed) e resultados corporativos continuarão como catalisadores das operações de hoje.

🥃 Copo meio vazio. Enquanto esperam hoje por balanços de 22 empresas listadas no S&P 500 e de outras 25 que compõem o Stoxx 600, os investidores avaliam os números piores do que o esperado que foram divulgados ontem, após o fechamento dos mercados. A Alcoa contrariou a previsão de um lucro modesto e entregou um prejuízo de US$ 60 milhões no terceiro trimestre, motivado pelos altos custos de energia e queda de 20% nos preços do metal neste ano. Ao mesmo tempo, a Tesla vendeu menos do que o previsto no período como consequência de gargalos logísticos. A empresa nega que haja problemas com a demanda e Elon Musk promete um final de ano “épico”.

🛡️ Emergentes em baixa. O Goldman Sachs avalia que ações de mercados emergentes poderiam recuar ainda mais no curto prazo e sugere que os investidores optem por mercados defensivos até que o cenário global melhore. A perspectiva de lucros mais baixos para papéis desta categoria abrange América Latina, Sul e Sudeste da Ásia, Oriente Médio e Norte da África.

💬 Vozes do Fed. O presidente do Fed de Chicago, Charles Evans voltou a defender o repique dos juros nos EUA, mas disse se preocupar com o efeito sobre a economia caso a trajetória de alta tenha que ser muito mais prolongada para controlar a inflação. James Bullard, presidente do Fed Saint Louis, por sua vez, descartou preocupações com as tensões financeiras na economia e disse que o Fed não deve reagir às quedas no mercado de ações, que se retraiu mais de 20% este ano nos EUA. Hoje a atenção se dirige aos pronunciamentos de Michelle Bowman, Lisa Cook e Philip Jefferson, todos do Fed.

👺 Japão se protege. Na Ásia, os sinais de volatilidade voltaram a preocupar. O rendimento dos títulos de dívida do Japão com vencimento em 10 anos ultrapassou o limite superior de 0,25% da meta do banco central, o que levou o Bank of Japan (BoJ) a anunciar uma compra não programada de títulos para controlar o mercado. Os investidores estão em alerta para uma possível intervenção também no câmbio, uma vez que o iene atingiu um patamar que não era visto desde 1990, perto da marca de 150 em relação ao dólar.

→ A análise completa você lê no Radar dos Mercados

Os mercados esta manhã
🟢 As bolsas ontem (19): Dow Jones Industrials (-0,33%), S&P 500 (-0,67%), Nasdaq Composite (-0,85%), Stoxx 600 (-0,53%), Ibovespa (+0,46%)

As bolsas norte-americanas caíram após dois dias de ganhos impulsionados por balanços corporativos. A dúvida sobre um prolongamento do aperto monetário por parte do Fed aumenta a probabilidade de uma recessão e continua preocupando os investidores. Segundo o dirigente do Fed, Neel Kashkari, se os níveis de inflação se mantiverem baixos, isso os “posicionaria em algum momento do próximo ano para uma possível pausa” nas taxas.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados.

Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Vendas de Casas Existentes, Pedidos de Seguro Desemprego, Índice de Indicadores Antecedentes-Conference Board, Índice de Atividade Industrial-Fed Filadélfia/Out, Balanço Orçamentário

• Europa: Zona do Euro (Transações Correntes/Ago, Cúpula de Líderes da UE); Reino Unido (Confiança do Consumidor GFK/Out); Alemanha (IPP/Set); França (Pesquisa em Empresas/Out); Portugal (Transações Correntes/Ago)

• Ásia: Hong Kong (Taxa de Desemprego/Set); Japão (Índice de Preços ao Consumidor/Set)

• América Latina: Brasil (Reunião do CMN); Argentina (Balanço Orçamentário/Set, Balança Comercial/Set, Atividade Econômica/Ago)

• Bancos centrais: Discursam Michelle Bowman, Lisa Cook e Philip Jefferson (Fed)

• Balanços: Volvo, L’Oreal, Hermes, Phillip Morris, AT&T, Blackstone, Danone

📌 Para amanhã:

• Reino Unido (Vendas no Varejo/Set). Discurso de John Willians (Fed)

• Balanços (Amex, Verizon, Renault, Biotech)

Destaques da Bloomberg Línea:

Lula perde terreno em 4 de 5 regiões do país e acende alerta em campanha

Bolsa brasileira é destaque em ‘ano brutal’ para ações globais

Por que o BTG decidiu apostar em cobrança de atrasos de condomínios?

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: Ascensão e queda dos bilionários da covid: por que suas fortunas evaporaram? | Doria anuncia desfiliação do PSDB e abre consultoria de negócios | Datafolha: Bolsonaro reduz diferença para Lula a quatro pontos

• Opinião Bloomberg: Quanto tempo mais os consumidores aguentarão sustentar seus gastos?

• Pra não ficar de fora: Messi capitalista de risco? Craque abre fundo no Vale do Silício antes da Copa

⇒ Essa foi uma amostra do Breakfast, que na versão completa inclui muitas outras notícias de destaque do Brasil e do mundo.

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Edição: Michelly Teixeira, News Editor | Europe