Por que o Mercado Livre decidiu lançar sua própria criptomoeda, a MercadoCoin?

Novo ativo digital começa a ser transacionado valendo 10 centavos de dólar e depois ficará sujeito às flutuações do mercado

Mercado Livre faz nova aposta no segmento de tecnologia com lançamento de criptomoeda
18 de Agosto, 2022 | 10:29 AM

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Bloomberg Línea — O gigante do e-commerce latino-americano Mercado Livre (MELI) está lançando uma criptomoeda no Brasil, a MercadoCoin. A partir desta quinta-feira (18), 500 mil clientes do Mercado Livre no Brasil vão começar a ter acesso às criptomoedas como um benefício de fidelidade. A criptomoeda começa valendo 10 centavos de dólar e depois ficará sujeita às flutuações do mercado.

A MercadoCoin estará dentro da Blockchain da Ethereum. Fernando Yunes, Vice-Presidente Sênior do Mercado Livre no Brasil, disse que a empresa desenvolveu a MercadoCoin como uma ferramenta do programa de lealdade da plataforma. “Você recebe MercadoCoins quando compra produtos no Mercado Livre, mas, olhando para frente, em algum momento elas serão usadas fora do Mercado Livre”, explicou Yunes.

Não existe um lastro para a MercadoCoin, a criptomoeda terá uma cotação variável com oferta e demanda de usuários. A quantidade de criptomoedas que serão distribuídas aos usuários estará relacionada ao crescimento do volume de vendas do Mercado Livre.

O manejo e a custódia dos tokens do Mercado Livre serão feitos pela fintech argentina Ripio.

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“Em algum momento vamos expandir para outros países, mas começamos com o Brasil”, disse Yunes.

Inicialmente, a criptomoeda do MeLi não será listada em exchange externa como Mercado Bitcoin, Coinbase ou Binance. A perspectiva do Mercado Livre é que até o final de agosto toda a base de 80 milhões de usuários no Brasil tenha acesso à criptomoeda.

A empresa, que no segundo trimestre registrou uma receita recorde de US$ 2,6 bilhões, está expandindo seus investimentos em criptos. O MeLi já oferecia esses ativos por meio de uma parceria com a Paxos no Mercado Pago, seu braço de fintech. No Brasil, 2 milhões de usuários já transacionam criptomoedas na plataforma.

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Segundo a empresa, os clientes podem usar a MercadoCoin como reserva de valor, para fazer transações com a criptomoeda pelo Mercado Pago - trocando por dinheiro se desejarem - ou como cashback na plataforma. As moedas não vão expirar, segundo a companhia.

“Faz sentido entrar nesse ecossistema de cripto. As oscilações ocorrem mas estamos olhando o longo prazo”, disse Yunes.

Embora o usuário tenha a opção de pagar por produtos no Mercado Livre com a MercadoCoin, os vendedores receberão o pagamento do marketplace em moeda local.

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Isabela  Fleischmann

Jornalista brasileira especializada na cobertura de tecnologia, inovação e startups