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A maior resistência das moedas de mercados emergentes diante da força do dólar chama a atenção de gestores, do Citigroup ao Goldman Sachs.
O rali do dólar para recordes sucessivos colocou moedas do mundo todo em uma espiral de destruição. Mas um olhar mais atento revela que o indicador de referência para as taxas de câmbio dos mercados emergentes está registrando apenas metade das perdas observadas nos países desenvolvidos. E, estranhamente, esse desempenho superior continua mesmo quando os preços das commodities — o principal pilar das nações em desenvolvimento — estão caindo.
O sucesso dos países em desenvolvimento em resistir a parte da volatilidade ligada ao aperto monetário do Federal Reserve (Fed) questiona a suposição de que eles serão o epicentro de qualquer colapso do mercado impulsionado por rendimentos mais altos dos Estados Unidos. Na realidade, grande parte da dor está sendo sentida no Reino Unido e na Europa, enquanto países como Brasil e México estão vendo suas moedas atrair investidores com altos rendimentos — o resultado de alguns dos aumentos de taxas mais agressivos do mundo.
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No radar dos Mercados
Os investidores ganham ânimo. Aproveitam os preços achatados recentemente enquanto se apoiam em resultados corporativos que surpreenderam positivamente. Algumas incertezas foram eliminadas, como o plano de estímulo fiscal do Reino Unido, enquanto outras estão em modo de espera, como a convicção de que os grandes bancos centrais continuarão firmes em sua luta contra escalada de preços.
📊 Melhor que o esperado. O desempenho das empresas no terceiro trimestre, destacadamente dos bancos dos EUA, até o momento vem superando estimativas. Mas analistas alertam que muitas dessas previsões haviam sido rebaixadas recentemente, o que supõe um otimismo superficial com resultados que se previam melhores nos relatórios de junho. De todo modo, a temporada está se mostrando, pelo menos até agora, um antídoto para tirar as bolsas do fundo do poço.
〰️ Na corda bamba. O Reino Unido tenta recuperar sua credibilidade ao reverter o plano econômico de Liz Truss, cuja permanência no governo é cada vez mais duvidosa. Ainda assim, analistas ponderam que a reviravolta histórica observada nas últimas semanas deixa um vazio de perspectivas, uma vez que o país segue sem um plano de longo prazo em meio a uma crise global.
🪔 O inverno está chegando. A escalada da guerra da Rússia contra a Ucrânia e seus efeitos sobre a escassez de gás e petróleo para o Ocidente continua desafiando os governos a se equilibrarem entre alta de preços e estratégias de estoque para o inverno. A Alemanha decidiu nesta segunda-feira prolongar a vida de algumas usinas nucleares até a primavera. Nos EUA, espera-se a liberação de estoques de emergência da ordem de 10 milhões a 15 milhões de barris para apaziguar a pressão sobre os preços dos combustíveis, enquanto os estoques sazonais de diesel estão no menor nível desde 1982.
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🟢 As bolsas ontem (17): Dow Jones Industrials (+1,86%), S&P 500 (+2,65%), Nasdaq Composite (+3,43%), Stoxx 600 (+1,83%), Ibovespa (+1,38%)
A melhora do humor prevaleceu nos mercados globais e se apoiou no desmantelamento do plano de estímulo fiscal do Reino Unido, bem como na temporada de balanços corporativos nos EUA, com destaque para o Bank of America (BoA). Nos EUA, os ganhos foram tão fortes que, a certa altura, mais de 99% das empresas americanas do S&P 500 operaram em alta.
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Agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: Produção Industrial, Índice do Mercado Imobiliário NAHB, Índice Redbook; Fluxo de Capital/Ago, Estoques de Petróleo Bruto
• Europa: Zona do Euro e Alemanha (Índice ZEW de Percepção Econômica/Out); Reino Unido, Alemanha e França (Licenciamento de Veículos/Set); Itália e Espanha (Balança Comercial/Ago)
• Ásia: China (Preços de Imóveis/Set)
• América Latina: Brasil (IGP-10)
• Bancos centrais: Discursam Neel Kashkari (Fed), Isabel Schnabel (BCE) e Joachim Nagel (Bundesbank)
• Balanços: J&J, Roche, BHP, Netflix, Goldman Sachs, America Móvil, Omnicom
📌 Para a semana:
• Quarta: EUA (Licenças de Construção, Pedidos de Hipotecas, Livro Bege) Zona do Euro (IPC/Set); Reino Unido (IPC, IPP/Set); Discursam Neel Kashkari, Charles Evans e James Bullard (Fed); Balanços (Tesla, Procter & Gamble, Nestle, Abbot, ASML, IBM, Alcoa)
• Quinta: EUA (Pedidos de Seguro Desemprego, Índice Conference Board); Zona do Euro (Cúpula de Líderes da UE); Alemanha (IPP/Set); Discursos de Michelle Bowman, Lisa Cook e Philip Jefferson (Fed); Balanços (Volvo, L’Oreal, Hermes, Phillip Morris, AT&T, Blackstone, Danone)
• Sexta: Reino Unido (Vendas no Varejo/Set); Discurso de John Willians (Fed); Balanços (Amex, Verizon, Renault, Biotech)
Destaques da Bloomberg Línea:
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• Temporada de balanços será a boia ou a âncora dos mercados?
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