Barcelona, Espanha — (Esta é a versão atualizada de nota originalmente publicada às 6h40)
A semana promete tensão e o catalisador do vaivém dos mercados serão os bancos centrais. O carro-chefe é o Federal Reserve (Fed), que na quarta-feira tem a difícil missão de calibrar os últimos indicadores econômicos para arbitrar sobre o custo do dinheiro dos Estados Unidos.
Os futuros de índices norte-americanos começaram a semana no vermelho, com os investidores priorizando a cautela enquanto aguardam as decisões sobre as taxas de juros. Na Europa, todas as bolsas recuam, exceto a do Reino Unido, fechada por luto pela Rainha Elizabeth II. O movimento de queda também atinge as criptomoedas, com o bitcoin no nível mais baixo desde 2020.
A previsão de um novo aumento de juros pelo Fed nesta semana também afeta os mercados de ouro e de petróleo, que caem consideravelmente esta manhã. O óleo cru encadeia três semanas seguidas de baixa e desde a sexta-feira o ouro está testando patamares mínimos em dois anos, em um comportamento derivado pelo aumento da cotação do dólar, que penaliza o preço das das commodities. Há pouco, o barril do petróleo caía quase 2% e a cotação do ouro baixava em torno de 0,70%.
Os preços futuros do gás natural europeu recuavam quase 9% na manhã de hoje, em reação à estratégia dos principais países do bloco para lidar com a crise energética pouco antes do inverno. A União Europeia planeja arrecadar 140 bilhões de euros para reduzir a dependência do gás russo e limitar o impacto do aumento dos custos de energia sobre os orçamentos de empresas e consumidores.
→ O que move os mercados
🤔 O x da questão. Subirá os juros em 0,75 ponto percentual ou aplicará um aumento de 1 ponto cheio, deixando-se levar por dados de um consumo e um mercado de trabalho ainda fortes no país? Esta é a grande pergunta que se faz o mercado.
🏦 Clube dos BCs. Além do Fed, outras instituições de peso, como os bancos centrais do Japão, Reino Unido e da Suíça, decidem se prosseguem com a campanha de aperto monetário - e em que magnitude - para deter a escalada da inflação. Pronunciamentos de membros do Banco Central Europeu (BCE) também têm potencial de botar lenha na fogueira.
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🟢 As bolsas na sexta-feira: Dow Jones Industrials (-0,45%), S&P 500 (-0,72%), Nasdaq Composite (-0,90%), Stoxx 600 (-1,58%), Ibovespa (-0,61%)
Os mercados de ações tiveram uma queda abrupta na última semana, depois que dados de inflação acima do esperado estimularam traders a aumentar as apostas para alta de juros e provocaram a pior liquidação diária de ações em dois anos. Na sexta, o sentimento de aversão ao risco seguiu tomando conta, levando Wall Street a apresentar sua pior semana desde as mínimas do ano, registradas em junho.
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Na agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• Feriado: Reino Unido e Japão
• EUA: O presidente do Banco Mundial, David Malpass, fala em Nova York
• Europa: Zona do Euro (Índice de Produção do Setor de Construção/Jul); Alemanha (Relatório do Banco Central); Espanha (Índice de Confiança do Consumidor)
• Ásia: Japão (Índice de Preços ao Consumidor/Ago); Hong Kong (Taxa de Desemprego/Ago)
• América Latina: Brasil (Boletim Focus)
• Banco centrais: Pronunciamento de Luis de Guindos, vice-presidente do BCE. Andrea Enria (BCE)
📌 Para a semana:
• Terça: China (Taxas de Empréstimo Prime). Decisão sobre os juros da Suécia
• Quarta: Decisão do Fed sobre os juros. CEOs de grandes bancos, incluindo Jamie Dimon do JPMorgan Chase and Co. e Brian Moynihan do Bank of America, testemunham perante o Comitê de Serviços Financeiros do Congresso dos EUA
• Quinta: Reuniões de política monetária dos bancos centrais do Japão, Reino Unido, Indonésia, África do Sul, Turquia e Suíça
• Sexta: Secretária do Tesouro dos EUA Janet Yellen discursa em Washington. PMIs da Zona do Euro
(Colaborou Bianca Ribeiro. Com informações da Bloomberg News)









