Bloomberg Línea — As ações caíram no último dia de agosto, em um mês que viu tudo, de ações a commodities, recuarem à medida que os bancos centrais de todo o mundo intensificaram suas lutas contra a inflação.
Por aqui, o Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão desta quarta-feira (31) em queda de 0,82%, após oscilar ao longo do dia, aos 109.522 pontos. Apesar do desempenho negativo nos últimos pregões, o índice encerrou agosto com ganhos de 6,16% – o melhor mês desde janeiro.
Na bolsa, destaque para os ganhos nesta quarta das ações da Petrobras (PETR3; PETR4), com altas de 2,94% (ON) e 2,47% (PN).
Os temores de uma recessão também contribuíram para uma valorização do dólar no mês, que era negociado a R$ 5,18 no fechamento do pregão.
O petróleo, por sua vez, teve sua terceira queda mensal – a mais longa perda em mais de dois anos, prejudicada pela probabilidade de um crescimento global mais lento.
Os investidores estão analisando dados econômicos às vezes conflitantes. Nos Estados Unidos, dados de abertura de vagas de emprego divulgados na terça (30), mostraram o aperto no mercado de trabalho. Já o relatório de emprego da ADP, publicado nesta quarta (31), mostrou que as empresas americanas aumentaram o número de funcionários em um ritmo relativamente lento em agosto.
Com os funcionários do Federal Reserve determinados a agir para conter a inflação, todos os olhos estarão no relatório de trabalho, a ser divulgado na sexta-feira (2), na busca por sinais sobre o rumo da política monetária nos EUA.
Em Wall Street, todos os principais índices acionários tiveram seu pior mês desde junho.
Confira como fecharam os mercados nesta quarta-feira (31):

-- Com informações da Bloomberg News
*Matéria atualizada às 18h18 (horário de Brasília) com o fechamento do dólar
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