Bloomberg Línea — Bom dia! Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças.
A inflação tem sido o grande tema deste ano, com preços subindo desenfreadamente em todo o mundo, impulsionados pela alta dos preços de combustíveis, energia e alimentos, além dos efeitos da pandemia de covid e da crise da cadeia de suprimentos.
O movimento tem levado bancos centrais ao redor do globo a elevarem as taxas de juros de forma a conter o aumento nos preços.
📊 No Brasil, onde o Banco Central vem elevando os juros desde março de 2021 – e a Selic passou de 2% para 13,75% ao ano no período –, os dados do IPCA-15 divulgados na quarta-feira (24) mostraram uma deflação de 0,73% em agosto, no terceiro mês consecutivo de desaceleração dos preços.
Neste cenário, compor uma carteira diversificada com ativos que se beneficiem de mudanças na dinâmica da inflação – seja para cima ou para baixo – se torna fundamental para amenizar possíveis perdas em um contexto de grande volatilidade, em especial para ativos de risco.
🛍️ Estudo da equipe de analistas quantitativos da XP mostra que empresas de consumo discricionário (não essencial) tendem a se beneficiar de inflação mais baixa, enquanto as de consumo básico e imobiliário costumam ter desempenho melhor no cenário oposto. A XP analisou os retornos mensais nos últimos 10 anos até junho de 2022 das ações que fazem parte do Ibovespa.
⇒ Confira as ações que podem ser atrativas no cenário atual: Quais são as ações que se beneficiam da queda da inflação, segundo a XP
⇒ Leia mais sobre a inflação: IPCA-15 cai 0,73% em agosto, maior deflação mensal em mais de 20 anos
Na trilha dos Mercados
Os mercados de ações globais subiam nesta quinta-feira, com um enorme estímulo da China e dados econômicos melhores do que o esperado da Alemanha estabilizando a ansiedade antes do discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na sexta. Nos Estados Unidos, o dia é de dados do PIB e gastos dos consumidores do segundo trimestre - o que pode colocar uma pressão adicional nos índices futuros por volta das 9h (horário de Brasília).
💡 Energia sobe. As ações de energia e os setores de construção e materiais eram as maiores altas da Europa, com os varejistas como o único grupo da indústria no vermelho. Os futuros dos EUA subiam, enquanto as ações de Hong Kong avançavam após um atraso no início das negociações devido a uma tempestade.
🙏 Melhoras à vista. O sentimento foi impulsionado depois que a China intensificou o estímulo com mais 1 trilhão de yuans (US$ 146 bilhões) em medidas. Já a economia da Alemanha se mostrou mais resiliente do que se pensava no segundo trimestre, embora a piora na confiança dos empresários tenha apontado para uma perspectiva ainda nebulosa.
👀 Alta de juros na Europa. Pela primeira vez nesta quarta-feira, os swaps vinculados à data da decisão do Banco Central Europeu em outubro precificaram totalmente uma alta de juros de um ponto percentual. Isso levaria a taxa básica para 1%, um nível visto pela última vez há mais de uma década.
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🟢 As bolsas na quarta-feira: Dow Jones Industrials (0,18%), S&P 500 (0,41%), Nasdaq Composite (0,29%), Stoxx 600 (0,16%), Ibovespa (0,04%)
O sentimento de cautela seguiu ditando o rumo dos mercados nesta quarta, com as ações registrando poucos ganhos também no exterior. Os traders estão evitando fazer grandes apostas antes do discurso de Powell na sexta, no qual o presidente do Fed pode fornecer pistas sobre o quão agressivo será o banco central americano em meio aos crescentes desafios econômicos.
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No radar
Esta é a agenda prevista para hoje:
• Brasil: Índice de evolução de emprego do Caged (julho), confiança do consumidor FGV (agosto)
• Europa: Alemanha: PIB (agosto); BCE: ata de política monetária
• EUA: Pedidos contínuos por seguro-desemprego (semanal), núcleo de preços PCE (2T), PIB (2T), gasto dos consumidores (2T)
• América Latina: México: PIB (2T), transações correntes (2T)
Destaques da Bloomberg Línea
• Ferrari e ilha particular em Ubatuba de R$ 23 milhões vão a leilão
• Americanas: CVM questiona negociação atípica antes de anúncio de CEO
• Café pode ficar mais caro com estoques reduzidos no Vietnã
• Por que o Bradesco decidiu comprar 51% da gestora do BV?
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• Opinião Bloomberg: Por que a crise financeira da pandemia não foi tão grave
• Pra não ficar de fora: Geração Z expõe bancos de Wall Street em vídeos no TikTok


