Ibovespa fecha estável após deflação em agosto, com investidores à espera de Fed

After Hours: Cautela seguiu ditando os mercados; traders estão evitando fazer grandes apostas antes do discurso de Jerome Powell, na sexta

After hours
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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão desta quarta-feira (24) estável, pressionado pelas perdas dos papéis de mineração e siderurgia.

O sentimento de cautela seguiu ditando o rumo dos mercados nesta quarta, com as ações registrando poucos ganhos também no exterior. Os traders estão evitando fazer grandes apostas antes do discurso de Jerome Powell na sexta-feira (26), no qual o presidente do Fed (Federal Reserve) pode fornecer pistas sobre o quão agressivo será o banco central americano em meio aos crescentes desafios econômicos.

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Ontem (23), o presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, disse que está “muito claro” que as autoridades precisam apertar e trazer a inflação de volta ao controle.

Nos Estados Unidos, dados divulgados pela manhã mostraram que as vendas pendentes de residências caíram para o menor nível desde o início da pandemia. Embora os pedidos feitos a fábricas dos EUA para bens de capital essenciais superem as previsões, o cenário pode mudar nos próximos meses em meio a custos de empréstimos mais altos e incertezas sobre as perspectivas de crescimento.

Por aqui, as ações de Usiminas (USIM5) caíram 3,60%, liderando as perdas do dia. Os papéis de Vale (VALE3) e CSN (CSNA3) também recuaram: 3,22% e 1,79%, respectivamente.

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Do lado dos ganhos, destaque para as ações de CVC Brasil (CVCB3), que subiram 11,28%, e das varejistas Magazine Luiza (MGLU3) e Natura (NTCO3), com altas de 8,43% e 8,33%, respectivamente.

No noticiário doméstico, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, teve retração de 0,73% em agosto, o maior recuo mensal desde o início da série história do IBGE, iniciada em 2000.

A queda nos preços aconteceu em meio aos cortes de impostos e diante da redução de preços de combustíveis e energia elétrica. O resultado, contudo, ficou acima da previsão de analistas do mercado financeiro consultados pela Bloomberg, que estimavam deflação de 0,82% no mês.

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Confira como fecharam os mercados nesta quarta-feira (24):

-- Com informações da Bloomberg News

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