Ibovespa afunda 2%, puxado por perdas de companhias aéreas e Petrobras

After Hours: Cautela ditou o rumo dos mercados nesta sexta, com investidores monitorando dados de juros e as perspectivas de alta

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão desta sexta-feira (19) em queda de 2,04%, abaixo dos 112 mil pontos, em uma sessão de maior aversão ao risco no país e no exterior.

Na Bolsa brasileira, ações de companhias aéreas estiveram entre as maiores perdas do dia, como Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4), que caíram 7,63% e 7,30%, respectivamente, diante das incertezas econômicas. A sessão também foi de perdas para os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4), que têm grande peso no índice e tiveram queda de 4,07% (ON) e 5,06% (PN).

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Em Wall Street, as bolsas quebraram o rali semanal mais longo desde novembro passado, com os vendedores a descoberto ressurgindo e os investidores ficando cautelosos depois que autoridades do Federal Reserve reforçaram o tom de elevação das taxas. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano subiram, enquanto o dólar encerrou sua melhor semana desde abril de 2020.

Dois membros votantes do FOMC – James Bullard, de St. Louis, e Esther George, de Kansas City – enfatizaram que a autoridade monetária dos EUA continuará aumentando as taxas de juros até que a inflação recue para sua meta de 2%. Embora suas opiniões divulgadas na quinta tenham divergido sobre o movimento do Fed em setembro, eles reprimiram as expectativas de que uma série de dados econômicos fracos encorajaria o Fed a um pivô “dovish” (favorável a juros mais baixos).

Autoridades sem direito a voto no FOMC também reiteraram a postura agressiva do Fed. Mary Daly, de San Francisco, disse que as autoridades não teriam pressa em reverter o curso no próximo ano, recuando contra as apostas de cortes de juros antes do final de 2023. Neel Kashkari, de Minneapolis, disse que “temos um problema de inflação agora” e que o banco central tem que baixar “urgentemente”.

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Os investidores estão agora se concentrando no simpósio anual do Fed em Jackson Hole, Wyoming, na próxima semana, para obter mais pistas sobre o caminho da política monetária. Dados recentes que sugerem uma desaceleração da atividade destacaram o impacto crescente dos aumentos das taxas na maior economia do mundo.

Economistas veem 50% de chance de recessão nos EUA e 55% de probabilidade na zona do euro. Para piorar o sentimento há ainda o aperto quantitativo do Fed (retirada de dinheiro em circulação), que deve acelerar para um ritmo anual de US$ 1 trilhão no próximo mês.

Confira como fecharam os mercados nesta sexta-feira (19):

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- Com informações de Bloomberg News

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