Dólar bate R$ 5,18, maior patamar desde o início do mês; Ibovespa cai com cautela externa

Moeda era negociada em alta nesta sexta-feira (19), enquanto o Ibovespa recuava, seguindo o sentimento de cautela nas bolsas internacionais

Moeda avança diante das incertezas, com investidores buscando ativos considerados "porto seguro"
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Bloomberg Línea — 15h40: Atualiza com cotação do dólar

O dólar (USD) caminhava para o maior rali semanal desde junho de 2021, enquanto o Ibovespa (IBOV) recuava nesta sexta-feira (19), com o sentimento de cautela e aversão ao risco tomando conta dos mercados.

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Perto das 15h40, a moeda subia 0,27% para R$ 5,18, maior patamar desde 4 de agosto, enquanto o principal índice brasileiro recuava 2,27%, em linha com o exterior.

O sentimento negativo acontece depois que um coro de autoridades do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, reiterou a determinação de continuar com altas de juros, levando traders a aumentaram as apostas de aperto para outros grandes bancos centrais.

Dois membros votantes do Fomc – James Bullard, de St. Louis, e Esther George, de Kansas City – enfatizaram que autoridade monetária dos EUA continuará aumentando as taxas de juros até que a inflação recue para sua meta de 2%. Embora suas opiniões divulgadas na quinta tenham divergido sobre o movimento do Fed em setembro, eles reprimiram as expectativas de que uma série de dados econômicos fracos encorajaria o Fed a um pivô “dovish” (favorável a juros mais baixos).

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Autoridades sem direito a voto no Fomc também reiteraram a postura agressiva do Fed. Mary Daly, de San Francisco, disse que as autoridades não teriam pressa em reverter o curso no próximo ano, recuando contra as apostas de cortes de juros antes do final de 2023. Neel Kashkari, de Minneapolis, disse que “temos um problema de inflação agora” e que o banco central tem que baixar “urgentemente”.

Os investidores estão agora se concentrando no simpósio anual do Fed em Jackson Hole, Wyoming, na próxima semana, para obter mais pistas sobre o caminho da política monetária. Dados recentes que sugerem uma desaceleração da atividade destacaram o impacto crescente dos aumentos das taxas na maior economia do mundo.

Economistas veem 50% de chance de recessão nos EUA e 55% de probabilidade na zona do euro. Para piorar o sentimento, está o aperto quantitativo do Fed, que deve acelerar para um ritmo anual de US$ 1 trilhão no próximo mês.

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Confira o desempenho dos mercados nesta sexta-feira (19):

  • Por volta das 15h30 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 2,27%, aos 111.292 pontos;
  • O dólar à vista subia 0,29%, negociado a R$ 5,18;
  • Nos EUA, os índices operavam em queda: o Dow Jones caía 0,86%, o S&P 500, 1,29%, enquanto o Nasdaq recuava 2%;

-- Com informações da Bloomberg News

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