Bloomberg Línea — Puxado pelo bom desempenho de petrolíferas, que subiram com a recuperação do petróleo, o Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão desta segunda-feira (8) em alta de 1,81%, aos 108.402 pontos. O maior apetite ao risco também contribuiu para uma queda do dólar, que era negociado na casa dos R$ 5,10 próximo do fechamento.
Com ganhos de quase 2% do petróleo, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) tiveram forte alta nesta segunda, de 4,82% (ON), a R$ 39,33, e 5,05% (PN), a R$ 36,63. Os papéis de Petrorio (PRIO3) e 3R Petroleum (RRRP3) também subiram: 2,41% e 2,02%, respectivamente.
Na agenda doméstica da semana, investidores aguardam pela divulgação amanhã (9) da ata da última reunião do Copom, que elevou a taxa Selic em meio ponto percentual, para 13,75% ao ano. Também são esperados os dados da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a julho.
O relatório Focus, do Banco Central, divulgado nesta manhã, mostrou uma redução nas expectativas para a alta da inflação este ano, de 7,15% para 7,11%. Já para 2023, houve aumento de 5,33% para 5,36%. Com relação às projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), os economistas consultados pelo BC estimam agora um crescimento de 1,98% da economia em 2022, ante expansão de 1,97% no levantamento anterior.
Já as estimativas para a taxa básica de juros se mantiveram em 13,75% ao ano, em dezembro, e em 11% ao ano, ao fim de 2023.
Confira como fecharam os mercados nesta segunda-feira (8):

Cena externa
Nos Estados Unidos, o S&P 500 zerou os ganhos, que chegaram a 1% pela manhã, enquanto o Nasdaq 100 também fechou no vermelho após subir mais cedo. As ações não conseguiram manter os ganhos, com uma previsão sombria da gigante de fabricante de chips Nvidia (NVDA) pesando sobre as ações de tecnologia.
Traders também aguardam os dados de inflação desta semana para obter pistas sobre o ritmo dos aumentos das taxas do Federal Reserve, o banco central americano.
A temporada de resultados do segundo trimestre seguiu no radar, com balanços melhores do que o esperado nos EUA provocando uma alta nas ações no mês passado, diante das expectativas de que as margens possam resistir à pressão inflacionária.
Mas estrategistas do Morgan Stanley (MS) e do Goldman Sachs (GS) esperam que as margens de lucro das empresas caiam no próximo ano devido às pressões de custo implacáveis, uma perspectiva que está em desacordo com o clima nos mercados de ações. Para Michael J. Wilson, do Morgan Stanley, “a melhor parte do rali [nas ações dos EUA] já acabou”.
-- Com informações de Bloomberg News
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