Ibovespa sobe apesar de tensão geopolítica no exterior; dólar vai a R$ 5,20

Mercados seguem atentos à escalada da tensão entre EUA e China, enquanto monitoram dados econômicos e balanços corporativos

Sessão é de aversão ao risco diante das tensões entre Estados Unidos e China
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Bloomberg Línea — Os mercados têm mais um dia de aversão ao risco nesta terça-feira (2), em meio à escalada da tensão entre os Estados Undos e a China sobre Taiwan, bem como diante das preocupações sobre uma desaceleração econômica global.

Por aqui, o Ibovespa (IBOV) destoava do mau humor de Wall Street e tinha leve alta de 0,12% por volta das 10h15 (horário de Brasília), enquanto o dólar avançava com investidores buscando ativos considerados “porto seguro”.

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A esperada visita a Taiwan de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos EUA, desafia as autoridades chinesas e gera muita tensão, fomentando inclusive um risco de confronto militar, já que a China considera Taiwan seu território.

A viagem, programada para esta terça, faria de Pelosi a primeira política norte-americana de alto escalão a visitar a ilha em 25 anos.

A viagem de Pelosi está criando um novo ponto de pressão para os investidores que já lidam com as perspectivas de uma recessão nos EUA, aumentos de juros em todo o mundo e inflação persistentemente alta à medida que a guerra da Rússia na Ucrânia exacerba a escassez de alimentos.

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Os investidores também estão atentos a possíveis comentários mais agressivos de autoridades do Federal Reserve, o banco central dos EUA, sobre a necessidade de taxas de juros mais altas para conter a inflação.

Na agenda doméstica, a produção industrial recuou 0,4% em junho na base mensal, praticamente em linha com o esperado pelo mercado, que previa baixa de 0,3%. A queda foi puxada pelas indústrias farmacêutica, de petróleo e biocombustíveis.

Confira o desempenho dos mercados nesta terça-feira (2):

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  • Por volta das 10h15 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,12%, aos 102.349 pontos;
  • O dólar à vista avançava 0,19%, negociado a R$ 5,20;
  • Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 recuava oito pontos base, a 12,50%;
  • Nos EUA, os índices futuros recuavam: o Dow Jones caía 0,53%, o S&P 500 tinha baixa de 0,61%, enquanto o Nasdaq caía 0,86%;
  • Na Europa, o índice Dax, da Alemanha, por exemplo, cedia 0,55%.

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