Futuros na Ásia: medo de recessão pesa sobre ações e sugere sessão de cautela

No início do pregão asiátio, índices futuros recuavam no Japão, Austrália e Hong Kong, enquanto os futuros dos EUA oscilavam

Balanços corporativos, reunião de política monetária do Federal Reserve, nos EUA, e dados econômicos seguem no radar
Por Andreea Papuc
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Bloomberg — A sessão de segunda-feira (25) nas bolsas globais promete ser de grande cautela em meio a preocupações com uma desaceleração global, à medida que as expectativas de arrefecimento para o pico das taxas de juros contribuem para um avanço nos títulos de renda fixa.

Os índices futuros operavam em queda no Japão, na Austrália e em Hong Kong, enquanto os contratos acionários dos Estados Unidos oscilavam no início do pregão asiático. Na sexta-feira (22), as ações encerraram o pregão no vermelho em Wall Street, após a divulgação de resultados mistos referentes ao segundo trimestre e indicadores de atividade.

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Na Nova Zelândia, os títulos do governo saltaram na esteira de um rali do Tesouro. Os investidores passaram a apostar que o declínio do crescimento econômico ajudará a moderar a alta inflação e a amenizar o ciclo de aperto monetário em curso.

Parte dessa visão é evidente em uma recente queda do dólar, que foi mista em relação aos principais pares. Enquanto isso, o petróleo pairava em torno de US$ 95 o barril e o Bitcoin era negociado um pouco abaixo de US$ 23.000.

A decisão de política monetária do Federal Reserve desta semana, juntamente com os balanços corporativos de empresas como a dona do Google, Alphabet (GOOG), e da gigante de tecnologia Apple (AAPL) ajudarão a esclarecer as perspectivas para uma recuperação das ações em meio às fortes quedas este ano.

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“Ainda vemos mais desvantagens para ativos de risco à medida que os temores de recessão se acumulam e os bancos centrais continuam comprometidos em combater a inflação às custas do crescimento”, escreveu Eric Robertsen, estrategista-chefe do Standard Chartered Bank Plc, em nota.

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse que não vê nenhum sinal de que a economia dos Estados Unidos esteja em uma ampla recessão. Já o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers disse que um “pouso suave” é altamente improvável.

Na China, os traders estão aguardando os desdobramentos de um possível plano de reestruturação para a China Evergrande Group. A incorporadora mais endividada do mundo – cujos problemas de liquidez provocaram uma ampla crise de dívida no setor imobiliário chinês – disse anteriormente que estava a caminho de entregar um plano preliminar até o final de julho.

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