Bloomberg — As empresas alemãs ficaram mais confiantes em fevereiro enquanto o país superava seu pior surto de covid-19.
O indicador das expectativas comerciais compilado pelo Ifo Institute, de Munique, chegou a 99,2 – valor significativamente acima das estimativas de economistas e o maior número desde julho.
“As empresas estão esperando o fim da crise do coronavírus”; no setor de varejo e serviços, elas “parecem lidar melhor com a atual onda de infecções que o esperado”, disse o presidente do instituto, Clemens Fuest, na terça-feira (22) em entrevista à Bloomberg TV. As empresas também estão apostando na redução dos gargalos da cadeia de suprimentos, disse ele.
O governo da Alemanha concordou na semana passada em relaxar as restrições em lojas e restaurantes como parte de um plano para reduzir as medidas contra a covid. O Bundesbank disse que o vírus fará com que a economia encolha pelo segundo trimestre consecutivo entre janeiro e março, mas projeta uma rápida recuperação.
Uma pesquisa de negócios separada na segunda-feira (21) mostrou que a atividade em fevereiro já está aumentando, principalmente no setor de serviços, que há muito sofria com restrições do governo e consumidores cautelosos.

A inflação mais rápida em décadas é um grande desafio, já que as pressões sobre os preços continuaram fortes diante do aumento dos custos de energia. O governo autorizou um benefício para famílias de baixa renda e está discutindo se deve fazer mais para proteger empresas e consumidores.
Além disso, o crescente conflito com a Rússia sobre a Ucrânia ameaça agravar a situação, pois pode elevar ainda mais os preços do petróleo e do gás.
“A vulnerabilidade da economia alemã é claramente o fornecimento de energia”, disse Fuest. No entanto, “o inverno está quase no fim, e outras rotas e fontes de abastecimento foram discutidas e preparadas”.
--Com a colaboração de Harumi Ichikura, Kristian Siedenburg, Carolynn Look e Tom Mackenzie.
--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.
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