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No encalço das fake news

Também no Breakfast: Geopolítica e ata do Fed no radar dos mercados; Putin busca solução diplomática em meio a retirada ‘parcial’ de tropas e Vix e Cerradinho cancelam IPO e 16 lista de desistências chega a 16 no ano

Tempo de leitura: 6 minutos

Bom dia! Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou na terça-feira (15) acordos com WhatsApp, Twitter, TikTok, Facebook, Google, Instagram, YouTube e Kwai com o objetivo de combater a desinformação nas eleições deste ano.

Os acordos preveem que todas as plataformas criem canais para receber denúncias de violações às regras eleitorais e ferramentas para que o TSE verifique os conteúdos apontados como ilegais ou mentirosos. Todos também se comprometeram a facilitar a divulgação de informações oficiais.

📵 O Telegram, contudo, não assinou nenhum desses acordos. O presidente do tribunal, ministro Luís Roberto Barroso, vem dizendo que redes sociais e aplicativos que não tenham representação legal no Brasil, caso do Telegram, não podem operar no país.

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Por que isso é importante?

As redes sociais foram as principais ferramentas de divulgação da campanha de Jair Bolsonaro à Presidência, em 2018.

📲 Bolsonaro é hoje o líder global com maior número de seguidores no Telegram. Sua conta tinha, ao fim de janeiro, 1,038 milhão de assinantes. Num distante segundo lugar estava Recep Tayyip Erdoğan, o líder turco, com (277 mil), o presidente do Usbequistão Shavkat Mirziyoyev (181 mil) e o mexicano Andrés Manuel López Obrador (136 mil).

📲 Para efeito de comparação, o canal do ex-presidente Lula (PT), hoje líder nas pesquisas, tinha ao fim do último mês 47 mil inscritos.

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Aplicativos foram as principais ferramentas de divulgação da campanha de Jair Bolsonaro à Presidência, em 2018.

Na trilha dos Mercados

O plano geopolítico seguirá marcando o rumo das bolsas internacionais, mas uma importante variável se incorpora às análises de hoje, a ata de política monetária do Federal Reserve (Fed).

📈  Nos primeiros negócios da manhã, tanto as bolsas europeias como os futuros de índices operavam no azul - a forte alta de ontem pode ser tentadora para que alguns investidores embolsem ganhos.

🔦 Geoestratégia em foco

O ambiente ainda é incerto e as tensões geopolíticas estão longe de uma solução imediata, mas a percepção é de que existe um aceno para uma conciliação. A Rússia anunciou o início de uma retirada de algumas forças após exercícios que dispararam o alarme dos Estados Unidos e da Europa sobre um possível ataque militar à Ucrânia.

Porém, o presidente norte-americano Joe Biden relativizou as declarações russas. Segundo ele, ainda que a saída de tropas russas da fronteira ucraniana seja algo positivo, os militares ainda mantêm uma posição de ameaça.

👀 De olho na ata do Fed

É grande a expectativa quanto à ata do Fed referente à reunião de política monetária de janeiro. O mercado anda à caça de informações para conjeturar sobre as altas de juros que o Fed aplicará muito provavelmente já a partir de março, com o intuito de esfriar o consumo e conter a inflação.

Ontem, os dados sobre os preços ao produtor nos EUA mostraram que a inflação ainda tem motivos para permanecer nas alturas, o que exigiria uma política monetária mais austera, com juros maiores. 💸 Do outro lado do Atlântico, os preços também seguem em alta. A inflação no Reino Unido acelerou inesperadamente pelo quarto mês consecutivo em janeiro, enunciando uma crise no custo de vida que só deverá piorar este ano.

Um panorama dos mercados esta manhã

🟢 As bolsas ontem: Dow (+1,22%), S&P 500 (+1,58%), Nasdaq (+2,53%), Stoxx 600 (+1,43%), Ibovespa (+0,82%)

Apesar das incertezas, o mercado acendeu o modo risco e foi às compras. Notícias sobre a crise geopolítica entre Rússia e Ucrânia acenaram com a possibilidade de uma saída não militar, apesar das declarações do presidente dos EUA, Joe Biden, de que a Rússia continua em uma posição ameaçante. O alívio no plano geopolítico ofuscou a forte alta dos preços aos produtores dos EUA de janeiro, o que reforça as perspectivas de mais pressão inflacionária e juros maiores.

No radar

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Ata da reunião de política monetária do Fed; Inventários de petróleo bruto EIA; Vendas no Varejo/Jan; Produção Industrial/Jan; Utilização da Capacidade Instalada/Fev; Dados sobre o mercado de hipotecas

• Europa: Zona do euro (Produção Industrial/Dez); Reino Unido (Índices de Preços ao Consumidor e ao Produtor)

• Ásia: China (Inflação ao Consumidor e ao Produtor/Jan); Japão (Índice de Atividade da Indústria Terciária, Balança Comercial) • Bancos Centrais: Pronunciamento de Joachim Wuermeling, do BC alemão

• Balanços do dia: Nvidia, Cisco Systems, Applied Materials, AIG

• Na América Latina: Brasil (Fluxo Cambial Estrangeiro)

📌 E para o resto da semana:
  • Grupo de 20 ministros das finanças e governadores de bancos centrais se reúnem na Indonésia (quinta-feira)
  • Discursos da presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, e do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard (quinta-feira)
  • Boletim econômico do Banco Central Europeu (quinta-feira)
  • Fórum de Política Monetária dos EUA: palestrantes incluindo funcionários do Fed Charles Evans, Christopher Waller e Lael Brainard (sexta-feira)

Destaques da Bloomberg Línea

Putin busca solução diplomática em meio a retirada ‘parcial’ de tropas

Lula: ‘Quem disse que o Brasil precisava de reformas?’

Cruzeiro da Xuxa e cantores é adiado para março de 2023

Awari capta R$ 3,5 milhões para expandir plataforma de cursos tech

Também é importante

A maior fatia (40%) do preço da gasolina é formada por impostos.

Como é formado o preço da gasolina - e como a tensão global pesa no bolso. Os combustíveis derivados de petróleo são commodities e, assim como produtos como trigo, café e metais, por exemplo, têm seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente. A oferta de muitas commodities está, atualmente, bastante ajustada em relação à demanda e qualquer evento que altere a dinâmica do setor é relevante para a formação dos preços, como é o caso da tensão geopolítica na Ucrânia.

Pessimismo com ações de tecnologia dos EUA é o maior desde 2006. Diante da perspectiva de aperto monetário nos Estados Unidos, o nível de pessimismo dos gestores de fundos com ações de tecnologia é o maior em quase 16 anos, segundo pesquisa do Bank of America. Além disso, a alocação líquida para o setor é a menor desde agosto de 2006.

Adam aumenta Bolsa, ‘Lula moderado’ e resgates: Fundos em Foco. Alguns dos principais gestores de multimercados no Brasil tiveram um bom início de ano, superando com folga seu benchmark em janeiro, em meio à recuperação nos mercados locais e com ganhos em posições que se beneficiam da abertura de juros nos EUA. Confira os principais destaques das cartas aos cotistas referentes ao primeiro mês de 2022.

Vix e Cerradinho cancelam IPO; lista de desistências chega a 16 no ano. Em 2022, nenhuma empresa conseguiu ainda realizar IPO na Bolsa até o momento. Há a expectativa no mercado de que, no começo do segundo trimestre, após o fim da safra de balanços, alguma oferta inicial de ações quebre esse jejum na B3, caso se mantenha o saldo positivo de investimento estrangeiro na Bolsa e melhore o apetite do investidor por papéis estreantes.

Opinião Bloomberg

Ucrânia pode aprender com a Finlândia e sua experiência com soviéticos

Os esforços diplomáticos para impedir o ataque ameaçado da Rússia à Ucrânia ainda não terminaram – e parece que discutir o futuro relacionamento da Ucrânia com a Otan não é tão impensável quanto os Estados Unidos e seus aliados sustentam. E isso é bom. Fazer sucesso com qualquer abordagem do tipo não será fácil, mas, se a alternativa é a guerra, vale a pena tentar. Se a Finlândia conseguiu ter uma relação tensa, mas pacífica, com a União Soviética, a Ucrânia também pode ter uma com a Rússia.

Pra não ficar de fora

Los Angeles Rams derrotou Cincinnati Bengals por 23 a 20

Uma audiência de 112,3 milhões de pessoas assistiu ao Super Bowl no domingo (13) em vários canais – um salto de quase 16% em relação à baixa audiência do ano passado.

🏈  Cerca de 99,2 milhões de pessoas viram o Los Angeles Rams derrotando o Cincinnati Bengals na NBC, outros 1,9 milhão em sua parceira de língua espanhola Telemundo e 11,2 milhões em serviços de streaming, como o Peacock.

💰 Os números também se destacam quando analisado o marketing para o evento. Isso porque a NBC, detida pela Comcast, vendeu comerciais de 30 segundos no Super Bowl este ano por até US$ 7 milhões – um recorde.

Os anunciantes milionários na partida incluíam exchanges de criptomoedas, montadoras e serviços de streaming.

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Edição: Michelly Teixeira | News Editor, Europe

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