Rali nos prêmios de bônus dá trégua e renda variável se recupera

Balanços também animam os investidores, que ainda têm no radar o binômio inflação x política monetária

As variáveis que orientarão os mercados
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Barcelona, Espanha — O rali nos prêmios dos títulos soberanos – uma reação aos próximos capítulos de aperto monetário sinalizados por bancos centrais mundiais – deu uma trégua. A situação abre um melhor caminho para as bolsas, que ontem se reconduziram à senda positiva, apesar de que incertezas ainda pairam no ar. Nesta manhã, os futuros de índices norte-americanos sinalizavam alta, no mesmo passo das bolsas europeias.

O índice Stoxx Europe 600 subia mais de 1% - as ações de tecnologia se recuperavam e uma série de balanços alentavam os investidores. Os papéis da Adyen NV disparavam mais de 11% antes da abertura das bolsas, depois que a empresa holandesa de pagamentos online divulgou um crescimento de receita no segundo semestre em linha com as estimativas dos analistas. A Amundi SA, a maior gestora de ativos da Europa, anotava a maior valorização de seus papéis em um ano, uma resposta a uma captação de clientes mais vultosa que a esperada pelos economistas.

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Os títulos de 10 anos do Tesouro, que haviam registrado os maiores prêmios desde 2019, há pouco recuavam. Na Europa, os prêmios também cediam, depois de declarações do dirigente do Banco da França, François Villeroy, de que os investidores podem ter reagido de forma exagerada ao que consideram um giro restritivo do Banco Central Europeu (BCE).

O petróleo mantinha o ritmo de queda. Os traders pesam as tensões na Europa Oriental e a retomada das negociações nucleares do Irã. O alumínio era negociado perto do nível mais alto em mais de 13 anos. E o Bitcoin, em declínio, se situava abaixo de US$ 44.000.

💸 A famigerada inflação

Em matéria de dados macroeconômicos, hoje o impacto será limitado. O que o mercado espera com grande expectativa é a inflação ao consumidor norte-americano de janeiro, que sai amanhã. Espera-se um número superior aos 7% da leitura anterior. A magnitude da alta dará aos mercados motivos para esperar uma reação mais ou menos enérgica por parte do Federal Reserve (Fed) na definição do custo do dinheiro.

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📊 Balanços no radar

No mais, os balanços corporativos seguem em primeiro plano. Até o momento, a maior parte dos informes foi bem recebida pelos investidores. Cerca de 76% das empresas que compõem o S&P 500 e que apresentaram seus resultados satisfizeram os analistas, com lucros que superaram em 6% os níveis projetados.

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Uma instantânea dos principais mercados nesta quarta-feira

🟢 As bolsas ontem: Dow (+1,06%), S&P 500 (+0,84%), Nasdaq (+1,28%), Stoxx 600 (+0,01%), Ibovespa (+0,21%)

Os mercados acionários dos EUA se livraram do mau começo da semana e todos os três principais índices voltaram aos ganhos, impulsionados por ações como a Apple e a Microsoft. A volatilidade ainda dá o tom, alimentada pela reviravolta no posicionamento do Fed com relação aos juros e às expectativas com respeito à inflação dos EUA, que será divulgada amanhã, quinta-feira.

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Na agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

EUA: Pedidos de Hipotecas MBA; Vendas e Estoques no Atacado (Dez); Estoques de Petróleo Bruto, Atividade das refinarias de petróleo pela EIA

Europa: Alemanha (Balança comercial/Dez), Itália (Produção Industrial/Dez)

Ásia: Japão (Encomendas preliminares de Ferramenta Mecânica/Jan); Hong Kong (Reservas Internacionais)

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Bancos Centrais: Pronunciamentos de Loretta Mester e Michelle Bowman (Fed), Richard Macklem (dirigente do Banco do Canadá), Huw Pill (BoE), Isabel Schnabel (BCE)

Balanços do dia: Disney, L’Oréal, GlaxoSmithKline, Uber, Toyota

América Latina: Brasil (IPCA/Jan; Fluxo Cambial Estrangeiro; Vendas no Varejo/Dez); México (IPC/Jan)

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-- Com informações de Bloomberg News