Gestora SPX aposta contra fintechs no Brasil e vê Fed estourando bolha

Ações de tecnologia, títulos de empresas de alto risco, moedas emergentes e metais preciosos correm mais risco

Para SPX, ações de tecnologia, títulos de empresas de alto risco, moedas emergentes e metais preciosos correm mais risco em 2022
Por Vinícius Andrade
13 de Janeiro, 2022 | 07:35 PM

Bloomberg — A SPX Capital, uma das maiores gestoras de recursos independentes do Brasil, vê espaço para uma correção de preços nas economias desenvolvidas à medida que os bancos centrais ao redor do mundo caminham para uma retirada de estímulos.

A probabilidade de o Federal Reserve, o BC americano, elevar os juros reais para terreno positivo em busca de conter a atual pressão inflacionária não é desprezível, disse a gestora, em carta a cotistas assinada pelo cofundador Rogério Xavier.

“Passamos anos com uma política monetária muito estimulativa e com a política fiscal frouxa”, disse Xavier. “Bolhas de ativos foram criadas. Agora, com a reversão dessas políticas, provavelmente essas bolhas estourarão.”

Segundo a SPX, os mercados que devem ser mais afetados pelo movimento das autoridades monetárias incluem ações do setor de tecnologia, títulos de empresas de alto risco, moedas de países emergentes com fundamentos ruins e metais preciosos.

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No Brasil, a gestora está com posições vendidas em fintechs e no setor de mineração na bolsa, segundo a carta, que não citou nomes específicos. A SPX manteve posições compradas em transporte e no setor financeiro contra o índice, além de alocações relativas no setor de consumo.

Sobre a corrida presidencial, Xavier disse que a candidatura petista -- representada pela figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva -- leva vantagem para ganhar a eleição. Enquanto isso, diz, o mercado parece abandonar seu “otimismo usual” em relação a um nome liberal reformista.

“Sem empolgar muito, a candidatura petista parece nos condenar a continuar sem grandes avanços ou reformas.”

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