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Finanças pessoais

Family Office: Entenda o que é quem pode utilizar o serviço de gestão

Serviço visa administrar patrimônio de famílias em caso de grandes fortunas, negócios familiares, planejamento e gestão de sucessão

Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — Se você pensa que seria mais fácil entregar suas finanças para algum especialista cuidar, buscar um family office pode ser uma opção.

Por definição, um family office é uma gestora especializada em administrar o patrimônio de famílias, o que normalmente envolve grandes fortunas, negócios familiares, planejamento e gestão de sucessão. São dois os tipos de gestora dentro dessa classificação: um single family office é montado para atender uma única família com serviços exclusivos; e um multi family office é para para várias famílias ao mesmo tempo.

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Sigrid Guimarães, sócia e CEO da Alocc Gestão Patrimonial, explica que o foco do serviço do family office é no cliente e na vida financeira dele, e não no mercado, diferentemente de grandes bancos e instituições financeiras.

“Primeiro vamos entender a vida do cliente: as particularidades da família; quanto geram de receita; quanto precisam para viver; se tem capacidade de poupança; quanto precisa juntar para se aposentar. É entender onde o cliente está hoje, onde tem que chegar e como”, disse a gestora em entrevista à Bloomberg Línea. “É um serviço mais completo, um olhar holístico sobre a família, não para vender produtos para o cliente.”

“Family office é o futuro. Só não disseminou muito ainda porque muita gente não sabe o que é”, disse.

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A Alocc é uma gestora de patrimônio independente com R$ 10 bilhões sob gestão de cerca de 300 famílias entre Rio de Janeiro e São Paulo.

Sigrid conta que são abordados os seguintes aspectos para construir o caminho da gestão de cada cliente:

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  • Econômicos
  • Financeiros
  • Tributários
  • Sucessórios

Depois da análise de todo o contexto familiar, o próximo passo é a gestão financeira dos recursos - aí sim, a etapa que se aproxima das instituições financeiras tradicionais. “Vamos dizer para o cliente qual a melhor alocação que ele terá, como vamos tirar a maior eficiência do dinheiro acumulado ao longo do tempo e como fazer isso durar”, explica Sigrid.

O objetivo do family office é fazer com que o dinheiro dure até o fim da sua vida e vá para outras gerações. O foco é no longo prazo, fugimos da alocação de curto prazo.

—  Sigrid Guimarães

A administradora por formação explica que seu método de alocação de recursos, que é próprio da casa e registrado no INPI, o Método Alocc®, é focado no cliente e no longo prazo. “A gente não está aqui para tirar a maior rentabilidade para o cliente. Estamos aqui para formar uma carteira eficiente, que gere retorno acima da inflação e atravesse a crise.

Seu método consiste em:

  • Separar um colchão de liquidez para o cliente, que é uma variável de seu custo de vida; uma reserva de emergência considerando pelo menos 36 meses do custo de vida daquela família
  • Em caso de excedente, esse valor é diversificado
  • Buscar eficiência selecionando de forma criteriosa os melhores gestores do mercado

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Quem pode buscar um family office?

Sigrid diz que muitas pessoas não sabem como funciona o serviço e acham que um family office é para famílias muito ricas, “de mais de R$ 100 milhões”. “Acho que a situação está mudando, a própria pandemia levou as pessoas a se preocuparem mais com sucessão e cada vez mais novas. Elas passaram a se preocupar mais com planejamento.”

“Se você tem um patrimônio, já pode buscar um family office”, explica. “Se tem alguém que tem um apartamento, por exemplo, e que quer pensar no futuro, já é um cliente.”

Um advogado que tem seu apartamento, está começando a juntar seu dinheiro e agora quer começar a poupar esse valor lá para frente, esse já é um perfil de family office. Quanto mais cedo, melhor. O tempo ajuda. Alguém que comece com 25 anos, por exemplo, já pode se aposentar aos 45 anos.

—  Sigrid Guimarães

A sócia da Alocc explica que em sua gestora é exigido um valor mínimo para entrada de clientes por trabalhar com fundos para investidores qualificados, que estipula uma base de R$ 1 milhão, conforme regra da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

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“Hoje ainda não consigo oferecer para clientes menores, mas um dia quero chegar lá porque eu acho que é possível. É uma vertente que eu quero chegar. Mas, já tendo um patrimônio, a pessoa já pode começar a pensar nisso.”

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Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.

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